segunda-feira, novembro 21, 2005

Tou bom tou bom tou bom tou bom tôôôôôô

Nos últimos dias aprendi duas coisas: a chuva não me mete medo rigorosamente nenhum (obrigado Catherine) e que amizade é uma palavra demasiado delicada para se perder muito tempo a tentar ensiná-la a quem pensa que a conhece mas não conhece ou nem tão pouco tem interesse em que lhe tentem explicar. Para não correr o risco de me contradizer fica aqui o pedido de desculpas aos que sabem o que é ser-se amigo, aos meus principalmente, por talvez nem sempre ter correspondido às expectativas que depositam em mim. Sendo um gajo complicado e com mil defeitos, os que são meus amigos sempre me souberam respeitar nem que para isso tivessem que me dar um par de estalos. Para esses, aqui fica um desabafo e um obrigado, o primeiro em forma de poesia (não é minha não se assustem) para tentar exprimir a razão pela qual (quase) nunca lhes confidencio as minhas, e só minhas apoquentações, e o segundo apenas dizendo-lhes que podem sempre mas sempre e em qualquer altura contar com tudo o que lhes possa oferecer, mesmo aos tais que não sabem o que isso é, porque honesto é dar primeiro sem estar à espera de receber e não o contrário... (e já me alonguei demasiado foda-se, o ser humano é de facto deveras contraditório)



I felt the air rise up in me
You tell to clear the stones of leafs
I wonder out where you can see
Inside my shell I wait and bleed


Esta quadra da música Wait&Bleed dos Slipknot, principalmente os últimos versos exprimem esse defeito terrível que todos os que me são queridos teimam em apontar-me, o facto de inside my shell eu “waitar and bleedar”! (não sei se o 2º verso é exactamente assim mas o Troglo já tinha bebido mais de duas imperiais quando nos explicou e já se sabe...)




Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade,
Querendo, quero o Infinito
Fazendo nada é verdade

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço
Minh’alma é lúcida e rica
E eu sou um mar de sargaço



Este poema de Fernando Pessoa ortónimo é, passados vários anos de o ter lido pela primeira vez, a expressão mais correcta e talvez concreta da minha peculiar maneira de ser de que eu tanto gosto. Obrigado meus amigos e lembrem-se que o sofrimento é um luxo que não está ao alcance de todos...

2 comentários:

Anónimo disse...

Assim é q eu gosto d ver... com um sorriso nos labios e ao sabor do vento...
Continua assim! ;)
Hasta boy!!

ana sara disse...

Até correspondes às espectativas que depositam em ti, às vezes quem não quer acreditar és tu!
Beijos, fica bem!