Domingo, Novembro 22, 2009

Homossexualidade, gays e relativas paneleirices

Primeiro ponto prévio: não sou homofóbico. Segundo ponto prévio: o primeiro foram dois pontos, logo não percebo porque não se chamam “pontos prévios” mas pronto, isto sou só eu a tentar fazer as coisas como devem ser.
Ora desabafando sobre homossexuais, gays e outro tipo de paneleirices. A primeira palavra que me lembro de ouvir relacionada a um homem homossexual (e nesta altura os mais conservadores já estão a espumar da boca e a bradar «SE É HOMOSSEXUAL NÃO É HOMEM C*+$#%, É PANELEIROOOO!») foi MARICAS. Ora maricas servia basicamente para designar duas coisas: um cobarde, um homem que gosta de outros homens. Entrando em campos que não me pertencem (ou seja, eu por minha vez pertenço aos Verde Eufémia), vamos fazer um pequeno ensaio sociológico sobre a palavra MARICAS. Um homem entende-se ser cobarde somente por gostar de homens e como tal ser efeminado e tal como as mulheres não ter um par de tomates que o faça enfrentar o medo de dormir às escuras, andar sozinho na rua depois das 22 e pegar toiros ou; por outro lado, um homem entende-se gostar de homens só porque sabe nomes de músicas da Diana Ross, montes de nomes de pratos japoneses sem, no entanto, ser um mestre de artes marciais e chorar que nem uma Madalena a ver O Rei Leão?
A tudo isto ainda hoje não consigo responder. O que sei é que os tempos mudam e hoje, para o bem ou para o mal, há cada vez mais homossexuais a “saírem do armário”. Ora até esta metáfora, me dá que pensar mas, por favor, não ficai os meus leitores a julgar que eu perco muitas horas a pensar na problemática gay, porque muito embora os ache fofinhos, não os acho assim tããããão fofinhos, coloco-os digamos na mesma prateleira dos defensores dos direitos dos animais. (Isto das prateleiras também é um bocado rabeta, desculpem lá…) Dizia eu que “sair do armário” também dá muito que pensar. Mas no entanto caros Watsons, é elementar. Quantos gays não adorariam que saísse do seu armário, na escuridão do seu quarto, um bicho papão??? Ah pois é… quantos deles não estariam dispostos a infiltrarem-se nos armários de diversos ícones panisgas como por exemplo Nuno Gomes, Tom Cruise e Michael Jordan e… “papá-los”? Para rematar este parágrafo, relembrar que uma das lojas preferidas da comunidade gay/lésbica em Portugal qual é? O IKEA, claro, ou não tivesse milhares de armários fáceis de montar e de caberem dezenas de fofinhos lá dentro…
A outra coisa que pretendo deixar clara sobre a homossexualidade, não é tanto acerca dos direitos cívicos dos homossexuais, mas mais sobre a maneira como eles lutam por estes. Para facilitar a interpretação, a minha posição, aliás opinião, (que nestas coisas da paneleirice há palavras que podem ser traiçoeiras) que com muito agrado poderei a qualquer altura discutir convosco, é a seguinte: Contra o casamento homossexual pela simples razão de que é uma falsa questão, pois o que importa verdadeiramente é a adopção de crianças e mesmo esta questão só durará até que novas descobertas científicas nos informem que poderemos conceber um filho com material genético de dois indivíduos do mesmo sexo. Chegado esse dia, aposto que são zero os casais homossexuais que se preocupem com os seus direitos cívicos ou com as criancinhas órfãs e carentes duma família… Resumidamente, o casamento homossexual é apenas um precedente, a batalha inicial do que se pretende ser uma cruzada histórica onde daqui a muitos (quantos mais melhor) anos se glorificará a coragem dos pioneiros com estátuas brancas com florzinhas à volta, em Santorini…
Tudo isto para dizer afinal o quê? Falar contra mim e dar uma dica à comunidade rabicha em Portugal. Deixem-se de fazer de coitadinhos! Não vos levam a sério, nem levarão enquanto se limitarem a choramingar por direitos cívicos, queixar de discriminação (que nunca foi nem será algo sempre negativo mas tão somente um factor de equilíbrio social em alguns casos e quando é feita moderadamente, e aqui como é lógico não me refiro à discriminação da sexualidade) e de berrarem que somos uns país atrasado porque um gajo que se diz não homofóbico escreve um texto com uma data de termos pouco abonatórios e/ou de carácter depreciativo sobre vocês, os de asinha partida, quando na realidade Portugal é um paraíso dos frutxinhas que se calhar mais valia pensarem na sorte que têm de não ter nascido no Irão, Sudão, Gabão e outros países acabados em “ão” onde realmente há CRIMINALIZAÇÃO dos beijinhos dos queridos! Quanto mais olharem para si próprios, menos os outros o farão. Quanto mais depressa puserem para trás das costas (e não levem isto à letra) o vosso problemazinho de equiparem de rosa, e se dedicarem aos verdadeiros problemas da nossa sociedade, mais esta se disporá a compreender-vos, aceitar-vos e integrar-vos normalmente, e não a continuar a tratar-vos como uma praga que espalha doenças. Acreditem, porque não haverá ninguém mais habilitado para vos falar do que é ser vítima de discriminação do que um alentejano, sportinguista e monárquico!
Agora se me dão licença vou ali continuar a ouvir a minha banda preferida, os Duran Duran…AVÉ!

Terça-feira, Outubro 06, 2009

A FESTA BRAVA VOLTA AO REDONDO… PARA FICAR!!

No passado dia 5 de Outubro de 2009, feriado nacional embora pelas razões erradas, realizou-se mais uma corrida de toiros no renovado redondel redondense. Neste segundo espectáculo organizado pela recém criada Associação Tauromáquica Redondense, estiveram em praça os cavaleiros Rui Salvador, Marcos Bastinhas e o praticante Tiago Carreiras. Apresentou-se um curro de toiros sério, com idade peso e trapio como mandam as regras, da ganadaria Canas Vigouroux e cujas pegas estiveram a cargo os Forcados Amadores Académicos de Elvas e os Amadores do Redondo, capitaneados respectivamente por Ivan Nabeiro e João “Pepe” Santana. Abrilhantou a corrida a Banda de Música da Sociedade União Montoitense.
Não é o propósito deste texto fazer a crónica do evento, mas sim partilhar o meu ponto de vista pessoal da sua génese. Ao fim de muitos anos sem praça, devido aos já conhecidos problemas que entretanto foram (e bem) ultrapassados, o Redondo ganhou um novo élan de aficción, em cuja origem estão, e indelevelmente ligados, três entidades: Câmara Municipal de Redondo, Grupo de Forcados Amadores de Redondo, e Associação Tauromáquica Redondense.
A primeira porque conseguiu, passados demasiados anos, finalmente chegar a um entendimento com a Santa Casa da Misericórdia de Redondo, proprietária do imóvel, para renovar e modernizar um espaço que, embora nunca estando “velho” se encontrava num elevado estado de degradação, fruto do desinteresse de todas as partes que deveriam ser, aliás, as interessadas em que a referida degradação não acontecesse: Misericórdia, autarquia, empresários taurinos e, claro, a aficción que, embora nem sempre activa, nunca, como alguns pensam e fazem questão de bradar, deixou de existir. Ainda em relação à parte da autarquia, é de louvar o esforço, tanto financeiro como humano que os seus responsáveis, a começar pelo executivo, dedicaram a esta obra, que está longe de acabar e de se limitar ao “cimento”. Embora discutível o facto de nos encontrarmos em anos de eleições (mas também não é esse o propósito destas linhas), em boa hora os responsáveis da CMR concluíram humilde e modestamente que há na terra, pessoas responsáveis, competentes, com moral intocável e dedicadas o suficiente para abraçarem este projecto que é devolver, manter e no futuro elevar a aficción do Redondo ao primeiro plano da tauromaquia nacional.
Coube ao Grupo de Forcados Amadores de Redondo a primeira “pedrada no charco”. Numa fase menos boa devido a desentendimentos com um poderoso empresário taurino cuja deliberada má fé despoletou o mais que injusto expulsar da Associação Portuguesa de Grupos de Forcados e a consequente limitação dos espectáculos a que estariam autorizados, o GFAR viu, com o arranque das obras na antiga Praça de Toiros Simão da Veiga Jr., uma oportunidade para mudar de rumo e virar uma página que não tinha sido desejada na história do Grupo. Muitas vezes sentindo-se desamparados e desiludidos com a falta de apoio da autarquia a este valoroso grupo de jovens que têm como único objectivo participar na mais romântica das sortes da festa brava, os Amadores do Redondo temeram que, mais uma vez como tantas outras no passado, a gestão taurina do novo Coliseu fosse entregue a um empresário que não cumprisse com os pressupostos que são os da festa brava: atrair e criar aficción, proporcionar grandes espectáculos desta arte única no mundo e característica da nossa identidade nacional enquanto povo e, é claro e o mais importante nos corações dos elementos do GFAR, ter a oportunidade de actuar na “sua” casa num evento ao nível do que de melhor se faz nos mais prestigiados redondéis do país. E nascia assim, numa reunião informal no nº 4 da Rua 5 de Outubro, a futura Associação Tauromáquica Redondense…
O núcleo duro do GFAR, composto pelos alguns dos seus fundadores e elementos mais dedicados e apaixonados, decidiu assim partir numa aventura, que haveria de contagiar, e de que maneira, aqueles a quem decidiu oferecer um pequeno “presente envenenado”: a responsabilidade de organizar e gerir os eventos taurinos no ainda por vir Coliseu de Redondo. Os critérios foram claros, teriam que ser pessoas não simplesmente aficcionadas mas apaixonadas pela festa brava, amigas do Grupo e completamente despojadas de interesses pessoais no âmbito da tauromaquia. Foram assim convidadas quatro pessoas, sendo que João Santana, como Cabo do GFAR, estaria, por inerência na futura ATR. Essas quatro pessoas, Miguel Capinha Alves, Maria Angélica Palmeiro, José Rilhas e o vereador José Portel (indicado pelo Presidente da Câmara Municipal de Redondo, Alfredo Barroso que devido a incompatibilidades de agenda declinou amavelmente o convite), constituiriam assim, com o já mencionado João Santana a Associação Tauromáquica Redondense!
Não se pode dizer que tenha sido um parto difícil, tal era a vontade e as ganas de colocar o Redondo definitivamente no mapa taurino nacional, mas nestas coisas não há nada de fácil, e mais do que contra a inércia, foi preciso lutar contra muita opinião infundamentada, desinformação e pura e simples maledicência gratuita.
Muitos “abutres” apareceram querendo servir-se do que seria, sem dúvida, um “bolo” apetitoso mas que, graças a criação, iniciativa e dinâmica da jovem ATR, será um espaço de, para e pelas gentes do Redondo. A todas essas campanhas e tentativas de sabotagem a ATR não só resistiu como se fez mais forte, respondendo, quer com a organização do seu primeiro evento por ocasião das Festas Populares/Ruas Floridas09 em Agosto mas sobretudo com a realização do seu segundo evento, a recuperação da tradicional corrida de toiros por ocasião da Feira de S. Francisco, com sucessos indesmentíveis! A prova está no agendamento do seu terceiro evento, aguardado já com bastante expectativa e entusiasmo por parte dos mais diversos quadrantes da aficción, dia 1 de Novembro, para encerrar a época taurina, de uma corrida de toiros mista, com os “Reis das Bandarilhas” Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol (vencedor do troféu Simão da Veiga Jr. em Agosto) e do matador Luís Procuna, com toiros de Francisco Luís Caldeira e pegas a cargo dos forcados da terra.
Parece que finalmente a FESTA BRAVA VOLTOU AO REDONDO… E PARA FICAR!

Quarta-feira, Março 11, 2009

O que o Luís pensa sobre uma série de coisas

O Luís acha graça a certas coisas que são ditas e feitas na comunicação social. Comecemos pelos jogadores de futebol, essas verdadeiras enciclopédias do vernáculo, esses vácuos de sabedoria:

Miguel Veloso disse, antes de partir com a equipa do Sporting para Munique, onde se empanturraria com sete grandes salsichas alemãs e um grande melão, que "há uma campanha contra o Miguel". Qual Miguel? Ele, o Veloso. Ficou explícito nas outras 5 vezes que se referiu a si próprio na terceira pessoa. Ora o Luís, o autor deste blog, acha isso muito engraçado. O Luís acha que a campanha contra o Miguel vem das seguintes pessoas: do número 24 do Sporting, do Miguel Veloso, e do cabeleireiro do Miguel. Estes são os 3 culpados da campanha contra o Miguel. Mas o Luís não percebe é como uma pessoa que se supõe adulta, assina um contrato de trabalho e depois vem reclamar que a sua cláusula de rescisão é muito elevada, que falta uma cláusula a dizer que não jogará a lateral esquerdo (ao jogar a trinco o seu lindo penteado fica igualmente visível a todas as pessoas no estádio), que não recebe o suficiente para a laca, e que não se sente defendido pela entidade patronal, que, pasme-se, não reage quando o menino se deixa dormir porque estava com ânsias de sair para o Bolton, esse colosso do futebol europeu... O Luís pensa ainda que o mais íntimo desejo do Miguel é jogar no Benfica, o que o Luís veria com bons olhos, visto não querer no seu clube jogadores contrariados, e assim sempre teria mais razões para o assobiar. O Luís tem ainda a certeza que os valores de humildade e preserverança que o Miguel denota, foram adquiridos através duma intensa convivência com esse grande jogador do Benfica que foi o seu pai, um símbolo do clube do milhafre que ficou na história por ter falhado um penálti numa final europeia! São estes os exemplos que o Luís quer ter na sua vida, juntamente com os do Pai Natal e da Fada dos Dentes. No entanto, o Luís, e para não se dizer que tem mau feitio ou ódio àquele que até considera um grande jogador de futebol, no dia em que o Miguel decidir recomeçar a jogar futebol, deixa bem claro que retirará todas as palavras sobre este assunto e ainda fará um altar ao Miguel quando um destes três pressupostos for realizado: 1) o Miguel deixar de ingerir hidratos de carbono como o Ronaldo papa gajas; 2) o Miguel Veloso dar tantos toques seguidos na bola quantas vezes diz “o Miguel” numa entrevista e 3) o Miguel comer uma gaja boa que apareça nas revistas como as do Ronaldo para aí sim senhora, poder dizer que não só até é jeitoso como é um grande jogador de futebol!

Agora a igreja e o sexo! E o que tem uma coisa a ver com a outra perguntam vocês? Óbvio: nada! A não ser, claro, que sejam elementos do clero. Não há quem perceba de sexualidade como os padres católicos, e isto não sou eu que digo, foi o Padre Feytor Pinto quem disse uma coisa parecida. Segundo ele, a sexualidade é ainda um assunto tabu nas famílias portuguesas, e que os pais não estão devidamente preparados para conversar com os seus filhos sobre sexo. Os pais é que precisam de "formação" para educarem sexualmente os seus filhos. Não poderia estar mais de acordo. Ao que parece, há muitos padres que já educaram sexualmente muitas criancinhas inclusivamente com aulas prácticas (ups, não era para dizer?) por isso, quem melhor que eles para (o)pinarem sobre este tema? Feytor Pinto defende ainda que a Igreja Católica não tem uma visão retrógada sobre a sexualidade. O que também me parece correcto. É o mesmo que eu dizer que não tenho uma visão retrógada sobre Astrologia, que é algo que abomino veementemente. (uma palavra com dois “mentes” só poderia dizer respeito à Igreja, certo?)

E pronto, depois de ter assinado a sua guia de entrada no inferno, o Luís vai continuar a investigar porque é que os jogadores de futebol falam na terceira pessoa, porque é que Manuel Alegre e Valentim Loureiro falam sempre aos berros e porque é que o Kinder Surpresa tem esse nome visto já sabermos que tem lá dentro uma...surpresa!

Domingo, Janeiro 25, 2009

A Crise

A crise é uma coisa que custa a perceber. É estranhamente familiar mas indesejável, não se sabe de onde vem nem para onde vai, gostaríamos de a renunciar mas, no fundo, toda a gente sabe que está connosco. A crise é como aquela prima mais velha que vive desde sempre em nossa casa. Eu sei porque tive uma prima dessas, chamava-se Diana!

A crise só pode ser uma palavra feminina, senão vejamos: aparece sem ninguém perceber de onde, dá-nos a volta à cabeça, comprometemo-nos por causa dela e, quando se vai embora, faz questão de nos levar o carro, a casa, às vezes até o emprego.

A crise é como o Sporting a jogar para o primeiro lugar: nunca acreditamos que chegue lá, mas volta e meia, de muitos em muitos anos surpreendemo-nos. O problema da crise, leia-se o NOSSO problema, é que os árbitros favorecem escandalosamente a crise. Nós somos flagrantemente roubados e, pior que isso, somo-lo segundo as regras! Uma coisa chata da crise, é que está sempre em alta, em grande forma. Quando aparece é imparável, irresistível. Quem nos dera ser a crise quando não estamos em crise.

A crise, tal como esta crónica se ameaça tornar, é uma verdadeira anáfora. A crise! A crise! A CRISE! Eu, se fosse Deus, processava a crise por apropriação indevida de bens, mas afinal quem é que é omnipresente?

Depois, a crise está irritantemente na moda. Depois do sexo, das novas tecnologias, do ambiente e do Cristiano Ronaldo, agora fala-se na crise! Tal como as pessoas que aparecem nas revistas do social, a crise não tem muitos amigos, é carente e, normalmente mostra mais do que o que tem. Se a crise tiver uma nacionalidade, é portuguesa! Tal como os tugas a crise vive acima das possibilidades. Só sobrevive graças a pessoas a quem dá jeito existir, tal como as celebridades das revistas, as mulheres dos jogadores de futebol e a astrólogos, em resumo, a toda a gente que aparece na TVI.

Se fosse uma pessoa a crise seria o Miguel Sousa Tavares. Arrogante, feia e presunçosa, mas a quem acabamos sempre por dar atenção. E tal como sobre o Miguel Sousa Tavares, eu não gosto de falar sobre a crise, embora admita que também já chegou à minha imaginação! (a crise e não o Miguel Sousa Tavaras, sape!)

Em termos sexuais, a crise é gay. Só se dá com outras crises e gosta de grandes bacanais. A crise imobiliária despoletou a crise financeira, que por sua vez acelerou a crise dos preços do petróleo, que por sua vez originou a crise energética que cedeu a sua vez à crise do futebol. Conclusão: o Leixões ocupou por várias semanas o primeiro lugar do campeonato. Isto, meus amigos, é grave, pior só mesmo se aparecer outra girls band nos Morangos com Açúcar.

Se falarmos de religião, facilmente percebemos que a crise é muçulmana. Gosta de arrebentar com tudo, mas preferencialmente com malta endinheirada, e toda a gente sabe que o Tio Patinhas tem uma costela israelita!

Durão Barroso disse há uns anos “O país está de tanga!”. Eu cá ainda não vi nada! E acho mal, porque se há país que tem clima para as miúdas se bambolearem de tanga é Portugal. Tivesse a crise chegado mais cedo, quiçá, assim seria. Mas não, nós até na crise fazemos questão de ser dos últimos!

Institucionalmente a crise demonstrou a inoperância do SEF. Então a crise é estrangeira e entra pelo nosso território adentro sem declarar nada na alfândega? Mas afinal a crise vem dos Estados Unidos ou do espaço Schengen? Porque diabo a crise não precisou de visto? E, se precisou, quem lho deu? Encontrem os responsáveis! Só a ASAE consegue rivalizar com a crise e fechar tantas fábricas, PME’s, cafés e feiras. Mas a crise ganha aos pontos no que toca a bancos. Só por cá já são dois! E isto faz-me lembrar a única coisa que não perdoo à crise: o facto de ser apenas uma rica pessoa em vez de uma pessoa rica. Podia ao menos ter o direito de escolher, não?

Às vezes interrogo-me se a crise não será um lobbie da comunicação social (e porque não dos humoristas/cronistas) para terem algo sobre que escrever…

Sábado, Dezembro 20, 2008

4 Coisas Sobre Mim (na realidade são bem mais que 4...)

Esta malta que trabalha, ou melhor, coça em frente a um computador, lembra-se de umas cenas maradas. E eu, espraveirado como sou, ainda perco tempo a "responder-les". Seja como for, e a pedido de muitas famílias (não sei quais mas também não vem ao caso), cá está a minha resposta sem ser em forma "reencaminhar"...

Coisas da gorda e da sociate... como se eu não tivesse já a minha caixa do mail morbidamente obesa...
Cá vai!




4 coisas sobre mim...


QUATRO TRABALHOS QUE TIVE NA MINHA VIDA
1-Exploração infantil: ajudar a minha mãezinha na Farmácia Xavier da Cunha. Fiquei traumatizado de tal maneira que desde aí tem sido um desatino com tudo o que tenha a ver com essa área, uiui...
2- 3 meses do Verão de 2005 na Sport Zone do Fórum Algarve. Aprendi bastante, adorei o pessoal, e os dias acabavam sempre na praia a mamar Bohemias com os meus "motoristas"...
3- Trabalhar no País das Maravilhas... COSA ou não, contribuir para pôr uma "obra" daquelas de pé foi algo que muito me ensinou e que me deixou o bichinho da logística (e outras quantas mazelas no fígado) e me fez conhecer gente do melhor! Só era pena a Tagus...
4- O actual! Nem os jogadores da bola têm deixa melhor para o engate que eu: "Fazes o quê mesmo?" (resposta dela, do estilo: qq coisa farmácia ou pior, engenharia, e rematam com a mesma pergunta) "Treinador de Golfinhos!" respondo eu, ainda não disse o "inhos" já elas se tão a despir...

QUATRO LUGARES EM QUE VIVI :
1 - Viver viver vive-se em todó lado. Mas consta que os primeiros minutos de vida foram numa sala de partos do Hospital de Évora que visitei com 22 anos... não me identifiquei com aquilo!
2 - Faro! Mais propriamente Gambelazzzz! O melhor sítio do mundo para a malta (não) estudar na Universidade. Praia, Amigos e Universidade tudo no mesmo sítio. Os nativos não são de confiança, mas a cidade fica no coração por muitas, "bariadas e al-furrekas" razões...
3 - Portimão, onde vivo actualmente. Embora tenha uma boa qualidade de vida, é uma seca aquele sítio, quando não tem Dakar, fogo-de-artifício, e assassinatos de menores, não se passa grande coisa lá...
4 - REDONDO! A terra marlinda do Universo, quiçá do Alentejo! A malta de cá não gosta disto, os de fora adoram cá vir porque se divertem mais que na Eurodisney, eu gosto de cá trazer os forasteiros só para olhar para as caras deles quando se confrontam com os nativos... ;)

QUATRO PROGRAMAS DE TV QUE VIA QUANDO ERA PUTO
1- Tom Sawyer! Só para não desmentir a Mafalda, porque mal me lembro!!!!
2 - Tartarugas Ninja! Destruíamos as casas uns dos outros a imaginar que éramos aqueles lindos "réptiles" antropomórficos e educados sob o Bushido! E ainda nos brigávamos para saber quem era quem! Eu era sempre o Miguel Ângelo, o da fitinha laranja, não gostava de vermelho, nem de azul, e na altura achava algo suspeito no rôxo, hoje sei porquê...
3 - O Telejornal! Eu bem que esperneava para ver os bonecos que davam ao mesmo tempo na rtp2 mas o Professor Roma era intransigente... ainda bem!
4 - Os gladiadores americanos. Malta franzina com a mania que eram atletas a levar nos cornos de bestas cheias de esteróides. Mas ainda hoje gosto de ver, principalmente a versão feminina da coisa, os esteróides ficam-lhes bem...

QUATRO PROGRAMAS DE TV QUE VEJO ACTUALMENTE
1 - Dr. House! Porque gostava de tratar as pessoas como ele trata, e ainda ter amigos a passarem-me droga prás mãos. Além disso qualquer gajo que tenha fantasias com médicas ou enfermeiras tem na Cameron uma bela referência...
2 - Telejornal! O original, o da RTP, continua a ser o melhor. Mas caso tenha que ser um dos outros também pode ser. Alimento-me de notícias, respiro notícias e procuro notícias. Admito que um dos meus mais profundos desejos é estar no lugar do José Rodrigues dos Santos, fazer aquele sorrisinho malandro (sem as orelhas, porém) e dizer: "Para si, em especial, bô noite, nós voltamos a virmo-nos, perdão, a vermo-nos amanhã!" ;)
3 - Os jogos de futebol americano na NASN e na ESPN, pra desenjoar do futebol europeu, e porque aquilo deve ser engraçado...
4 - Os jogos do meu Sporting! Ou "zbórdingue" como diz o nosso treinador. Porque é a marlinda religião, e só nós sabemos porque não ficamos em casa... ou não!

QUATRO LUGARES EM QUE ESTIVE E VOLTARIA
1 -Londres! Porque foi a primeira grande cidade que visitei, e quero lá voltar para dar umas voltas em Convent Garden e Portobello Road e engatar umas bifas com a cantata dos golfinhos...
2 - Montesinho. Porque gostava de lá ir já mais crescidinho e recordar o que lá passei quanto ainda era um teenager inconsciente...
3 - À Zambujeira do Mar, porque a família do meu amigo Daniel teima em tratar-nos tão bem que ficamos sempre a pensar numa desculpa para lá voltarmos. E porque aquilo também dá azo a acontecimentos sempre muito al-furrekos...
4 - Amsterdão! Porque me apaixonei por aquela cidade ainda antes de ir ao Red Light District! É linda! (se não tivermos em conta o clima) Está recheada de holandesas bonitas, koffie shops, hostéis chungas, e bikes... tudo como eu gosto!

QUATRO FORMAS DIFERENTES QUE ME CHAMAM:
1- Pssst, ó tu aí óóóóó... normalmente é quem não me conhece que me trata assim...
2- Luís, no trabalho, em casa, e algumas pessoas que, vá-se lá saber porquê, gostam de me tratar pelo meu nome próprio...
3 - Roma, o que a maior parte dos meus amigos me chama. Normalmente quando me conhecem por este nome perguntavam-me porque é que toda a gente me chamava Roma... pergunta pertinente essa...
4 - Sociate (MAFALDA, NEM A MERDA DO NOME SABES ESCREVER CONVENIENTEMENTE!) Porque possuo, juntamente com a gorda, a Miguel e a Inês, uma Society altamente especializada em sub-produtos de... é melhor não dizer o resto!
5- Pedro! Porque me estão sempre a confundir com o meu irmão, o que, embora eu não guarde rancor a ninguém, acho incompreensível e uma verdadeira injustiça, porque nunca ouvi ninguém chamar-lhe Luís a ele... a ironia é que segundo me fizeram saber, foi o meu mano que escolheu o meu nome...

QUATRO PESSOAS QUE ME MANDAM E-MAILS (quase) TODOS OS DIAS:
1 - A malta de BMP!
2 - O Vítor! Porno todos os dias...
3 - Os gajos das sondagens, inquéritos, estudos de mercado, clientes mistérios e o carvalho a sete... já não posso com isso!
4 - Mais alguém que certamente se torna tão indesejável de dia para dia que eu agora nem sequer me lembro de quem...

QUATRO COMIDAS FAVORITAS
1 - Bifanas de Vendas Novas!
2 - Cachorros, Perritos, ou mais comummente, "Cachuerros" do antigo Simago, em Badajoz! Era capaz de sobreviver só com o 1 e o 2!!! :))))))
3 - A comidinha da mamã!
4 - Gajas!

PS: Não Mafalda, não podes considerar Minis uma comida. Essas entram na categoria de bebida, embora já tenhas engurgitado umas quantas garrafas de mines, tal era a camada, ainda são consideradas bebida!


QUATRO LUGARES EM QUE DESEJARIA ESTAR AGORA:
1- Amesterdão. Ainda agora de lá vim mas sinto que deixei lá muita coisa por fazer... :p
2 - A beber umas mines no Monte Branco com a equipa do costume... Carapinha!
3 - Num qualquer ruedo com os meus manos a cagarmo-nos todos antes de nos irmos habilitar a partir o pescoço...
4 - Só por curiosidade... Almodôvar! "Desencriptem!"



AMIGOS QUE CREIO QUE ME RESPONDERÃO
Ninguém, se tiverem juízo. Até porque a Mafalda e a Sociate já me mandaram esta junça...
Advirtam-se!

Quarta-feira, Novembro 19, 2008

Democracias, Ironias, Economias, é um "ver se te avias"!

O tema do momento no nosso país é uma suposta gaffe de Manuela Ferreira Leite, essa poetisa, que se lembrou de aventar uma boca foleira sobre a mairia absoluta do PS durante um almoço na Câmara de Comércio Luso-Americana. Disse a respeitável "Até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem(...)". Et voilá, caíu o Carmo e a Trindade. As hordas de políticos mostraram os dentes, agitadores incendiários pedem a cabeça da líder do PSD e o Zé Povinho, alheio a tudo isto, continua a contar os trocos para poder comprar umas prendas de Natal aos putos.
Eu, ingénuo e crente como sou, continuo a conseguir surpreender-me com tudo isto. Com tudo. Marques Guedes sai em defesa de Manuela, alegando ironia. Permitam-me discordar. Não sou linguista mas reconheço o sarcasmo. Uso-o practicamente todos os dias. Além disso, o que Manuela Ferreira Leite disse não estava longe da verdade. Apenas a maneira de o dizer nos fez lembrar isso, lançando o pânico no charco eutrófico que é a política nacional. Bernardino Soares, líder parlamentar do mais democrata dos partidos, o PCP, atirou: "Há ironias que não se podem fazer e esta é uma delas." Lamento Dino mas não podias estar mais errado meu caro. O humor não tem fronteiras e Manuela, não sendo uma Ellen DeGeneres tem um certo potencial. Alberto Martins idem aspas e Paulo Portas responde na mesma moeda, mas uns pontinhos acima. Resumindo, os cães ladram e a caravana passa. Inclusive dentro do PSD aparecem Menezes, esse populista psicótico e um mais moderado Passos Coelho a mandar abébias, espreitando a sucessão que falharam nas últimas directas do partido. Outros históricos e potenciais candidatos a líder, como Ângelo Correia e António Borges, espertos, ficam calados...
Antes de mudar de assunto, uma palavra de apreço para a Manuelinha: para quem esteve do outro lado da barricada, deve ser difícil ser obrigada a trabalhar e ver o nosso trabalho, não simplesmente não reconhecido, mas completamente inútil. No fundo, todo este malentendido foi um desabafo saudosista dos seus tempos de Ministra da Educação na chamada "XIII Democracia Constitucional".
Como se tudo isto não bastasse, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, foi considerado o pior da União Europeia pelo Finantial Times. Um justo prémio pela coerência demonstrada pelo executivo de Sócrates. Se continuamos a ser os primeiros na cauda da Europa, por que raio haveríamos de ter um ministro melhor que o dos outros países? Aliada a esta notícia, a outra que diz que a duração média do desemprego de longa duração aumentou no último ano de 22 para 23 meses. Desta feita, os louros vão para Manuel Pinho e Vieira da Silva. Mais uma vez, no entanto, o PS desarma a oposição com com uma estratégia com base na coerência. Contra factos não há argumentos!
Agora, se me dão licença, vou ali ao dicionário de vernáculo fazer uma revista porque já se me esgotaram os nomes feios para chamar ao seleccionador nacional de futebol... 6-2 do Brasil! Se estivesse no lugar de Carlos Queirós, começava já a rezar a Nª Sra. do Caravaggio.
Nota do Editor - Neste post estão bem claros dois apontamentos de ironia: o autor refere o PCP como "o mais democrata dos partidos" e refere que Manuela Ferreira Leite fez parte da "XIII Democracia Constitucional" em vez da designação correcta que seria "XIII Governo Constitucional". hahaha, este jovem tem um piadão e até sabe sobre figuras de estilo.

Terça-feira, Novembro 18, 2008

Música II

Mais 10 músicas que muito me dizem, à apreciação dos leitores:

Shitlist - L7 -> Esta música integrante da banda sonora do filme Natural Born Killers (Assassinos Natos) tem uma letra do mais positivista que há. Gosto de a ouvir enquanto escrevo sobre coisas ou gente de que não gosto. Um belo punk metal que nos diz simplesmente "When I get mad and I get pissed, I grab a pen and I write out a list, of all the people that won't be missed, You've made my... SHITLIST!" Não que seja um rapaz organizado, mas às vezes a vontade de não esquecer do que não se gosta é tão ou mais importante como a de não esquecer do que se gosta... Irónico mesmo é que enquanto uma Shitlist é imutável, já o seu inverso não é, e o que faz o precurso da segunda para a primeira, já não volta a fazer o contrário.

Odium - Rodrigo Leão & Vox Ensemble -> Poderosa música do ex-teclista dos Madredeus. É difícil de descrever, ouçam a harmonia frenética com as vozes suaves e os sons fantasistas e pode ser que se aproximem do que sinto ao ouvir esta música, uma estranha sensação de paz e consciência pesada. A música parece não acabar, e quando finalmente termina é como se me tivessem roubado anos de vida...

Total Rebellion - Blasted Mechanism vs Transglobal Underground -> Uma das muitas músicas dos Blasted sobre as quais poderia escrever. Nesta altura acho que é do que o mundo precisa, uma rebelião total que nos ponha no nosso devido lugar, seja ele qual for. "When do you mean to, how do you mean to, switch to the power gear up? Meaning a meaning, from the beggining, until the final frontier..." O problema é que antes de haver uma rebelião total que nos ponha no nosso devido lugar, temos todos que nos pôr no nosso devido lugar? Complicado? Não! Simples? Sim! Exequível? Isso agora...

O Corpo É Que Paga - António Variações -> Este rapaz nascido numa pequena aldeia do Minho, esteve à frente do tempo. Artista multifacetado, revolucionou por completo a música portuguesa, introduzindo toda uma variedade de nuances de até aí incompatíveis influências, como o pop, o rock e o fado, este último afinal, a sua maior influência. Variações foi uma das primeiras (senão a primeira) figura pública portuguesa a morrer com SIDA. Esse foi também um sinal do quão vanguardista e sofisticado foi, assumiu a sua homossexualidade numa época em que o preconceito ainda ditava regras, e inaugurou uma estatística que entretanto se tornou negra. Ninguém melhor do que ele para cantar "Quando a cabeça não tem juízo, (...) o corpo é que paga!" Aonde é que eu já ouvi isto? Ah já sei...
"Quando a cabeça rola p'ró abismo, tu não controlas esse nervosismo, a unha é que pága, não páras de roer, nem que esteja a doer..."

O Fortuna, Fortune Plango Vulnera; Carmina Burana - Carl Orff -> Uma das músicas que mais me arrepia ao escutá-la. Lembro-me da primeira vez que a ouvi há muitos anos na televisão, num anúncio do Old Spice com um veleiro cujo casco batia no mar encrespado e as ondas varriam o convés ao som dos primeiros dois andamentos da cantata que Orff, um dos compositores preferidos de Hitler, a par de Wagner, escreveu para "colorir" uns poemas em latim e alemão escritos por monges beneditinos no Séc. XII mais coisa menos coisa. O que é certo é que os sacristas dos monges escreviam bem como a potassa, e o Orff (Orffinho prós amigos) nascido numa família de eruditos e estudiosos da Idade Média, fez-se um belo músico e uma bela música. A única ópera a que assisti, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Coro do Teatro Nacional de S. Carlos, fiquei abismado. Reza sobre o destino dos homens orquestrado pela Fortuna, simbolizada por uma roda. Tanto dá como tira, sendo por isso assustadora e ao mesmo tempo atraente. Deve-se respeitar e, ao mesmo tempo, tentar não a ter presente em muito do que fazemos... Ainda hoje gosto de cantar no chuveiro, principalmente os últimos quatro versos das duas últimas estrofes do Fortune Plango Vulnera: "Quiquid enim florui, felix et beatus, nunc a summo corrui, gloria privatus" e "Rex sedet in vertice, caveat ruinam, nam sub axe legimus, Hecubam regina"

Dama ou Tigre - GNR -> Rui Reininho, vocalista do Grupo Novo Rock bem podia estar na minha shitlist, como seguramente estará em muitas de pessoas de bom gosto, mas o que é certo que aquele estilo esquizofrénico e cocainómano de escrita tem-me como fã. Um jogo de azar estilo roleta russa, mas com portas, que ou nos mostrariam uma Dama (seria de Espadas?) ou um Tigre é a proposta do vocalista mais metro, só para não dizer homo, da música portuguesa. Acho que ainda me apanhariam a jogar esse jogo, ou não... conforme dependendo e consoante. Mas lá que gostava gostava...
"Por trás de cada porta, reinam pra eternidade, a sedução um mimo, veneno crueldade..."
Afinal o que é a vida senão abrir e fechar portas, e raramente encontramos aquilo que esperamos encontrar. Vezes há em que a Dama se torna no Tigre e vice-versa.

Vendedor de Caranguejo - Gilberto Gil -> Uma música alegre e inebriante, de um dos maiores mestres da MPB. Como ministro, não o aconselho a abrir a boca, porque quando o faz sai-se sempre mal. Mas o que a malta se esquece é que este senhor tocou com o pai de uma geração, o grande Bob Marley, e isso deixa consequências, mais do que a nível artístico e musical, a nível mental mesmo...
Voltando ao que interessa, é a história de um vendedor de caranguejo que perdeu os três com lama nos pés (malta de BMP: tão a imaginar-se a mandar uma durante a Guerra do Lodo? Acho que é isso que ele tenta mostrar!) mas cujos filhos criados na favela conseguiram ser alguém na vida. No fundo uma lição de humildade e preserverança sobre os sacrifícios que os pais fazem pelos filhos, AMÉN! Ah, e o gajo ainda fazia um descontro nos crustáceos...

Come Out And Play - The Offspring -> Para os mais desatentos ou ignorantes, é o título da famosa Keep'em Separated. Fala sobre a violência nas escolas e na moda que os putos têm de se matarem uns aos outros nos EUA. Mais uma prova do quanto nós estamos atrasados em relação aos países mais ricos, enquanto nos states os putos se matam uns aos outros, os nossos limitam-se a aventar uns ovos que nem podres estão, à ministra. Depois queixem-se da inflação, desperdiçar omoletes... bah! Politiquices àparte é tudo uma questão de educação. Quando tiver um filho não o proibirei de o levar uma Glock para as aulas, espero é que em nome da educação peça autorização à professora antes de meter um balázio nos cornos lá num rufia qualquer da turma dele... Gosto especialmente da parte: "By the time you hear the syren, it's already too late, one is in the morgue, and other's in jail, one got wasted and the other's a waste!" Poético!

Procissão de Santa Bebiana - Trovante -> Há lá tema de conversa que agrade mais ao Tuga que uma boa tosga? Os meninos bonitos da música popular portuguesa conseguiram, nesta como noutras músicas, conjugar na perfeição o tradicional com o moderno, neste caso as quadras populares sobre o vinho, que dão esta gira lenga-lenga, com uns exercícios de aritmética pelo meio para apurar o estado de alcoolemia. Se não era muito mais giro os geninhos em vez de mandarem bufar numa maquineta impessoal perguntarem: "Um e um? São dois! Quem tem vacas? Espera bois!"
Outros ensinamentos inspiradores: "Hei de morrer numa adega, e um tonel ser meu caixão, hei de levar de mortalha um copo cheio na mão!" Como completaria um amigo meu, mais vale o copo ir meio com o do Redondo do que cheio com outra morraça qualquer!

The Living Daylights - Aha -> Estes jovens que eu vergonhosamente só ouvi falar pela primeira vez quando entrei para a Universidade (que tenha como atenuante o facto de conhecer as músicas todas mas não saber o nome dos moços que as cantavam) emprestaram o seu talento à saga de James Bond. E isso nota-se logo nos primeiros acordes, um dos méritos e pré-requisitos de todos aqueles que já cantaram as proezas do 007. Se bem que numa fase de declínio é certo, Timothy Dalton não chegava aos calcanhares nem de Connery nem de Moore, é preciso não esquecer que os Eighties foram os Eighties! Pop, Rock, Disco e Electro, tudo misturado com muitas luzes, muita ganga, algum cabedal e longas cabeleiras (no caso destes até já estavam em fase de contenção capilar) e saíu um belo hit. A música vale mesmo por aquela inspiradora frase: "Set my hopes up way to high, living's in the way we die"

Resta-me adicionar um pedido de desculpas pela demorada ausência de novidades no IMPERIVM...AVÉ!

Sábado, Maio 31, 2008

Romismos V

Teoria é quando se sabe tudo e nada funciona; práctica é quando tudo funciona e não se sabe porquê; aqui, alia-se a teoria à práctica: nada funciona e ninguém sabe porquê...


Endaddine Akass

Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008

MATARAM O REI!!!

E já lá vão 100 anos embora ainda haja gente que não saiba ou, pior ainda, nunca lho ensinaram.
Hoje perdi muita da consideração que tinha pelos órgãos do nosso estado e pelos nossos representantes políticos, principalmente pelos partidos de esquerda. Foi chumbado na Assembleia da República uma proposta do CDS-PP que consistia dum voto de pesar pelo assassinato d'El-rei D. Carlos e do Príncipe Luíz Filipe há precisamente 100 anos. Toda a esquerda se insurgiu contra, com expressa prontidão e repugnância que dificilmente teriam se a mesma proposta fosse para o "Sr. Presidente do Conselho"! A proposta terá parecido de tal maneira ofensiva à Nação e absurda aos olhos dos que se dizem defensores da democracia, que os PS, PCP e Bloco de Esquerda não hesitaram em espingardar pelas vozes de Alberto Martins, António Filipe e Fernando Rosas, 3 dos seus mais eloquentes e destacadíssimos deputados, respectivamente. A polémica foi de tal modo que este último, historiador, deputado e fumador de cachimbo (quiçá com ervas ilícitas tais são as suas intervenções no Parlamento) disse mesmo que não compete às instituições do Estado fazer interpretações da História. Esta intervenção, eu proponho-a já como uma das melhores piadas do ano. Gostaria eu então de perguntar a Fernando Rosas porque se celebra o 25 d'Abril, o 1º de Dezembro, o 1º de Maio, já para não falar do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, ou mesmo do 5 d'Outubro, Dia da Implantação da República, quando podia muito bem ser esse o dia de Portugal já que foi na mesma data que se firmou o Tratado de Zamora, documento que definiria Portugal como um estado independente????
Antes de ser um acontecimento marcante a nível político, o Regicídio foi pura e simplesmente um assassinato covarde, brutal e sem fundamento. Os Republicanos, que se consideram mais democratas que os monárquicos assim como Os Verdes se consideram mais ambientalistas que uma petrolífera, deviam reflectir no seguinte: o sistema que hoje governa um país com mais de 8 séculos de história surge na ressaca de um acto cruel, sanguinário e reaccionário, que mais que desviar um político do seu cargo, ceifou 4 vidas humanas. A cobardia presente há 100 anos nos elementos da Carbonária que perpetraram tal hediondo crime, revelou-se hoje no Parlamento tão propriamente designado de Assembleia da República, seja lá o que isso for, essa República!
A República, diz que é um sistema de governo, advoga que o Estado é laico, embora haja uma catrefada de feriados religiosos, curiosamente todos segundo o calendário da Igreja Católica. Os representantes e legisladores dessa República, acham na sua maioria que as instituições do Estado não devem interpretar acontecimentos históricos, mas para além dos feriados referidos há dois parágrafos atrás, quantas vezes, e por quantos democratas republicanos de inegável carácter e idoneidade se faz representar o Estado em cerimónias evocativas de datas históricas ao longo de todo o ano? Consta-me que a invasão de Timor pela Indonésia, a 7 de Dezembro de 1975 pelas mãos do recém falecido Suharto foi interpretada pela República Portuguesa, quiçá mal interpretada visto que só passados quase 30 anos esse mal foi desfeito, mas que houve ali alguma pitada de interpretação houve... Parece-me que também há da parte da República Portuguesa a seguinte interpretação do 1º de Dezembro: "Dia em que pusémos os espanhóis no seu lugar: Espanha!". Já a do 25 d'Abril pode ser uma de várias como por exemplo "Dia da Liberdade - derrubámos a Ditadura que existiu e nos asfixiou durante 40 anos!" ou "Dia em que a malta da tropa apareceu em Lisboa para uma parada militar, beber uns copos com os amigos e passear de cravos enfiados nas metralhadoras enquanto pedia delicadamente ao Prof. Marcelo para pedir desculpa e sair de fininho sem bater com a porta!" ou "Dia que vem a seguir ao 24 do mesmo mês..."! Enfim, as interpretações, são, parecem-me, coisas tão subjectivas e ambíguas que é melhor nem nos arriscarmos a interpretar aquele acto de disparar uma arma nas costas de uma pessoa, porque assim de repente nem sei se isso poderá ser considerado crime, visto não estar assim interpretado em relação a outros acontecimentos parecidos ao longo do curso da História...
Agora que a ASAE está tanto em voga, faço aqui o apelo para averiguarem seriamente as eventuais interpretações dos deputados da Assembleia da República, porque se é coisa que estes senhores não devem fazer é interpretar. Eu por mim interpretava-lhes era o ordenado. Mas como eu não sou deputado e nem pretendo sê-lo a curto prazo, aqui vos deixo alternativas ao título deste texto, para a vossa interpretação não ficar limitada à minha: "MATARAM O REI!!!"; "MATARAM O REI, O PRÍNCIPE, E FERIRAM O OUTRO!"; "Tiraram a vida do Rei assim como quem não quer a coisa, taditos dos senhores da Carbonária..."; "O REI ATRAVESSOU-SE NO CAMINHO DE UMA BÁLA - E diz quem viu que nem sequer pediu licença nem desculpa..."; "A malta andava aos tordos no Terreiro do Paço e diz que sem querer acertaram no Rei!". AVÉ!

Domingo, Janeiro 06, 2008

País do 3º Mundo Osama? Francamente...

Se é coisa que não admito é que ameacem a soberania deste nosso cantinho à beira-mar plantado que são as terras abaixo e acima do meu Alentejo! Cancelar o Dakar ainda é como o outro. Parece que há uma data de bisnetos do Astérix que tão com medo de esgalhar no deserto por causa de correrem o risco de levarem com um balázio no pára brisas ou de darem um salto com uma mina. O Robbie Gordon por exemplo, é americano, mas também não se importou que tivessem cancelado a prova. Não é que o problema dele fosse a sua nacionalidade que não é muito popular por entre a família Laden, do Ban ao Bun; mas sim o facto de coitado ir montado num Hummer, que como toda a gente sabe nem tá habituado ao deserto, nem aos tiros! Afinal, e embora haja um manda-chuva português de bigodaça e belfo como deve ser, a maior parte da organização ainda é franciú, assim como a maior parte dos concorrentes. Isto para introduzir que às mariquices dos franceses já nós estamos habituados, afinal os gajos é que se lembraram de inventar bixanices como os collants, os batôns, os palmiers, os croissants e o Jean-Paul Gaultier, logo são tão machos viris como o José Castelo Branco que, de resto, parece que tem ascendência gaulesa! E como eu ainda estou a aperfeiçoar este negócio das crónicas e a frase introdutória já se vos varreu da mente eu repito-a: Se é coisa que não admito é que ameacem a soberania do nosso belo Portugal! Hoje quando ouvi na rádio que afinal as ameaças terroristas da Al-Qaeda à caravana do Dakar não se cingiam (gosto muito do verbo cingir) exlusivamente às etapas na Mauritânia, mas também às de Portugal e Marrocos revoltou-se-me a tripa de uma maneira que só quando se come feijoada de búzios com cerveja preta, coisa que nunca fiz, mas pronto, a revolta da tripa foi grande!
Se por um lado é simpático da parte dos terroristas lembrarem-se de nós, por outro é humilhante, principalmente porque não referiram ataques em Espanha. Não é que eu tenha nada contra os cabrones de nuestros hermanos mas a minha opinião é que só os países extremamente civilizados (Irlanda, EUA, Reino Unido, Espanha, Japão, Rússia, etc) ou os do chamado terceiro mundo (Nigéria, Mauritânia, Marrocos, Colômbia, Indonésia, e os gajos que tão por baixo do Canadá e acima do México) é que têm afinidade com terroristas alguns deles de reputada craveira internacional como os Yakuza, as FARC, o Sendero Luminoso, a CIA, a Mossad, etc... Ora a dúvida instala-se-me no espírito: em que categoria nos inclui o velho Osama? Já estou a ver os americanos "eh pá, afinal Portugal não é uma província de Espanha, até já têm terrorismo próprio dammit! Bora lá ajudar os manos e estacionar um porta-aviões nas Lajes"; ou por outro lado a malta do Hamas a cochichar "Aqueles gajos da terra do Cristiano Ronaldo têm a mania que são da UE há vinte e tal anos e tal mas a mim não me enganam eles! As urgências deles são piores que as da Faixa de Gaza e da Cisjordânia em dia de bombardeamento!" Ora isto não prestigia nenhum país e isso deixa-me enfadado ó Osama!
Se com a seguinte frase arriscar o meu pescoço, que seja um sacrifício mínimo em defesa dos valores que a minha Pátria defende (que eu com 24 anos mal feitos ainda não sei ao certo quais são) e para calar os que me acusam de falta de patriotismo e nacionalismo: Malta da Al-Qaeda e suas células (é sempre bom saber se estamos a lutar contra um organismo pluricelular ou unicelular, por causa dos anticorpos e assim) VOCÊS SÃO UNS MARICAS! UNS CONINHAS! UNS COBARDES AO NÍVEL DE AUTARCAS PORTUGUESES ARGUIDOS EM PROCESSOS QUE EMIGRAM PARA O BRASIL OU PIOR, PARA ANGOLA! VOCÊS SÃO UNS TERRORISTAS DE QUINTAL QUE SOBEM O PREÇO DO BARRIL DE PETRÓLEO MAIS DEPRESSA QUE O BALÃO DA MANUELA BRAVO E MESMO ASSIM NÃO ACABAM COM ELE DE UMA VEZ PARA PASSARMOS TODOS A ANDAR DE BICICLETA! Vá pronto, perdoem-me o tom exaltado mas esqueci-me de desligar o Caps Lock logo a seguir ao coninhas! Mas o que é importante reter aqui é que ameaçar franceses, marroquinos e mauritanos (ou mauritaneses, não sei ao certo) é uma coisa que sim senhor, deve ter a sua piada e é de louvar. Agora não se metam é connosco porque não sabem o que a casa gasta! A casa para além de gastar tanto que tem um défice incontrolável, ainda tem: a GNR; o Sócrates, o Cavaco e o Alberto João em plena posse das suas faculdades o que já de si é assustador; milhões de pessoas com carta de condução; uns pretos que eu conheço em Faro e, pior que tudo isso, a ASAE! Os atentados em Portugal são utópicos portanto! Imaginemos esta situação:
Caso conseguissem sobreviver na estrada, e se não fossem interpelados pela BT como eu sou, não conseguiriam evitar a ASAE e dar-se-ia o caricato "então essas bombas estão em condições sr. terrorista? É que se não estiverem devidamente acondicionadas vamos ter que as apreender, compreende? Denúncia? Não cavalheiro, ninguém o denunciou, nós é que estamos em todo o lado, como Deus Nosso Senhor! Ah o sr. terrorista é muçulmano? Bom, adiante que isto já passa das 17 e não me pagam as horas... E livro de reclamações? É obrigatório sr. terrorista, imagine que alguém se quer queixar da falta de potência da explosão! Já agora, os cavalheiros fumam? Todos? Muito bem, então não se esqueçam por favor de não detonar o engenho no interior de edifícios públicos, com menos de 100 metros quadrados ou que não tenham espaço próprio para fumadores, é que o fumo faz mal à saúde e nós temos leis para para proteger a dos não fumadores compreendem?"
Por isso meus caros, peço-vos que reflictam sobre o seguinte: não são quaisquer terroristazecos que nos vão roubar o direito de decidir a qual classe de países pertencemos, até porque nós próprios não sabemos! Só sabemos que estamos algures entre o 2º e o 4º Mundo...AVÉ!