quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Compadres 2006

Hoje, dia 23 de Fevereiro é “quinta-feira de Comadres”. Exactamente há uma semana, dia 16 de Fevereiro, foi “quinta-feira de Compadres”. Esta tradição que com muito orgulho e pouco esforço consegui incutir aos meus amigos dos Al-garbs lá foi respeitada em terras estrangeiras pela terceira vez. A primeira havia sido em 2002 e a segunda no ano passado, já sob a “desculpa” de mais um jantar da Confraria da Rolha, nome que decidimos dar ao grupo de amigos que uma quinta-feira por mês se propunha a um alegre convívio com a condição de ser bem regado por esse néctar que dá pelo nome de Vinho. De tal maneira que até podíamos ter escolhido Afilhados de Baco, Irmãos de Sangue Tinto ou até Inimigos das Garrafas Cheias mas não. Ficou mesmo a Confraria da Rolha e nós uns belos e cada vez mais exigentes compadres, na altura de escolher o líquido que empurra as nossas fartas churrascadas acompanhadas de pão, enchidos, queijo (blargh....) e batatas fritas.
Este, não obstante ter sido o jantar marcado com mais antecedência, foi aquele que mais ausências teve, o que é mau. O Compadre Pedro “Bintoito” lá se tornou o nosso primeiro licenciado (que vergonha Compadre) e voltou ao ninho lá para os lados de Santo Tirso. Os Compadres Moura, Daniel, Preto e o Fundão ainda a braços com o seu jantar de iniciação, viram-se impedidos por compromissos profissionais, o Compadre Presidente foi jantar com o seu curso e os Compadres Fresquinho e Chiquinho esses lá tiveram desculpa, um porque estava de visita ao Compadre Bintoito e o outro porque tinha saído há pouco de uma estadia no Hospital (boas melhoras compadre, senão bebesses tanta cerveja ruim não te acontecia isso).
Surpreendentemente, apesar de todas estas ausências, acho que falo por todos se disser que foi um jantar bastante positivo. E não estou a falar da “agressividade”. Faltaram as guitarradas do Compadre Fresco e as cantatas do Compadre Carapinha (não faltaram mas foram menos que as anteriores) mas ainda assim foi engraçado. Depois de petiscarmos uns enchidos ao pé das brasas subimos ao 1º andar e arrancámos aí com uns 6 Brindéééééés (ups) antes da primeira garfada. Muito por mérito do Compadre Sammy diga-se, que eu interrompi ao 5º. Quando será que alguém irá chegar aos 19?????
Desde basebol, “vira companheiro’s” e sessões fotográficas (parece que até as filmagens do Cadinho ficaram a cores) aconteceu de tudo e antes de sairmos para a Rua do Crime rematou-se com um Cardhu e com um JB 15! Ah, a tal tradição do spray de rosas nos quartos é que tem que acabar!!!!! Essa merda não é nada, e para além de já termos uma Rosinha cá em casa é uma chatice, tenho que ficar em Faro porque não posso trazer a gaja cá não????? Assim não há condições Compadres...
Por culpa das condições logísticas não nos foi possível tirar uma “pornografia” aos Compadres todos, como tal ficam por extenso os elementos presentes:
Compadre Rebola, a nossa Rosinha teve exame na sexta-feira e parece que até lhe correu bem; Compadre Sérgio, o nosso próximo licenciado só não esteve à altura na altura do Raid a Crime Street; Compadre Licas, sempre presente e um dos primeiros a acusar o “toque”; Compadre Mário, o nosso favorito na poule de apostas dos casamentos, na ressaca da viagem ao estrangeiro (Funchal) correspondeu em grande como sempre, arranjando a garrafa mais desejada; Compadre Sammy, para variar o único “racista” do grupo, continua sem beber tinto mas até provou uma trinca de porco preto, infelizmente trouxe aquele objecto nojento e venenoso que dá pelo nome de queijo mas compensou o facto com a sua “siguêra” habitual: Compadre Carapinha, com a goela mais calada que o habitual, quiçá por estar mais cheia, acabou como sempre queixando-se dos abandonos de que é suspeitosamente vítima na Rua do Crime; Compadre Rafa, disputou comigo a Camisola Amarela mas acabou por perder por desistência, a frase “Mete-me no jipe Cadinho” e o hábito de seguir setas coloridas ao chegar a casa fazem-te perder pontos; Cadinho, eternamente à experiência já demonstra progressos, consegue não tirar fotos a preto e branco e torna-se útil na hora das boléias, estamos mesmo a pensar dar-lhe o prémio INEM pela ajuda meritória prestada ao Compadre Rafa; e finalmente myself! O único comentário que faço sobre mim é para a Maria: Obrigado amiga pelos 400 mg de Ibuprofeno na sexta-feira à tarde e mais não digo.
Até à próxima jantarada Compadres e obrigado por mais uma noite funtástica!

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

É um GPS se faz favor...

Ao fim de 4 anos e meio de Universidade do Algarve, Campus de Gambelas
Horário: 17:30, check! Sala: J23, check! Lá vou eu todo contente para os "Jotas". Não encontro ninguém no caminho, não me cruzo com ninguém e vou direito à sala/laboratório onde tivemos Vegetal, PL, Fundamentos, etc. Mas esta é a 21... estranho! Ao lado a 22, ao lado desta a... 1! Ainda mais estranho... Dou uma volta, a 5 depois a 6 depois a 24, a 36, e o diabo a sete!!!! NÃO HÁ SALA J23!!!!!! Por favor, se eu não tiver razão alguém que me mande as coordenadas geográficas da puta da sala!!

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Consideração Genética sobre Limpezas

Pois bem, ontem Domingo lá decidi fazer uma coisa que há muito não fazia: varrer o meu quarto! Calma... não o fazia porque a minha senhoria que é uma querida teima em fazê-lo ela própria e eu, depois de algumas condições impostas lá me resignei, ó pra mim todo chateado, desde que as minhas coisas ficassem (des)organizadas tal como eu as deixo, tudo bem. No decorrer desta árdua tarefa fui tomando consciência de algumas premissas de Genética às quais já tinha dedicado alguns pensamentos mas que nunca tinha confirmado por mim próprio:
1ª Premissa: Não existe, no Cromossoma Y, o Gene da Limpeza (GL)!
Vocês, mesmo aqueles que não estão familiarizados com esta bela ciência “da” Vida sabem do que estou a falar e saberão (espero) dar-me razão. A identificação deste gene é por demais evidente em algumas situações, vejamos algumas:
À mesa, uma vez acabada (ou não) a refeição eis que o gene entra automaticamente em funcionamento, sendo os indivíduos portadores dõ GL os responsáveis pelo levantar da mesa e lavagem da loiça, tarefa que executam com uma eficácia desmarcada da dos portadores do Cromossoma Y que não possuem o GL. Esta eficácia, traduzida numa rapidade e velocidez ímpares, chega mesmo a ser demasiada visto por vezes ainda nem todos os indivíduos acabaram a refeição e já os seus pratos não estão na mesa e na sua frente já se encontra o cinzeiro para os fumadores não sujarem objectos impróprios (copos, tacinhas, pratos, etc...) ao investirem no seu cancro...
Outra das situações em que se verifica esta premissa é aquando da execução de tais tarefas pelos indivíduos portadores do Cromossoma Y. Por mais que estes tentem e se esforcem, uma vez o seu trabalho avaliado por um indivíduo portador do GL, nunca mais a sua auto-estima será a mesma. Há sempre locais recônditos (esquinas, atrás dos móveis, por cima dos móveis, por dentro dos móveis, em suma móveis) cuja limpeza foi efectuada deficientemente. Mesmo que aparentemente não seja assim, este gene dota o seu portador de um olho clínico para encontrar cabelos, bolas de cotão, miolos e demais metástases higiénicas no seu raio de acção, sendo adversário à altura para qualquer espectrofotómetro de €40 000 ou para um CSI com 6 anos de Faculdade e mais de 100 casos resolvidos. Tomando como exemplo uma divisão com 16 m2, mais de dois cabelos, 1 cm2 com pó ou 0,01 mm3 de cinza de cigarro fora do dito recipiente são mais que suficientes para chumbar um esforço de hora e meia. Tivera sido o portador do GL a realizar a tarefa e em menos de 20 minutos teria uma avaliação superior a A+!
2ª Premissa: Em casos de excepção, (leia-se mutação) a existência do GL no Cromossoma Y só se verifica em conjunto com o GP (Gene da Paneleirice).
Eufemismos aparte, todo e qualquer indivíduo portador do Cromossoma Y digno do seu género não aspira nem lava o chão, não lava a loiça (pelo menos com a mesma eficácia dos portadores de dois Cromossomas X), não arruma tudo alfabeticamente ou por “côrzinhas”, e não emprega sequer vocabulário dessa família tais como “Limpar”, “Arrumar”, “Organizar”, “Colocar”, etc... Nesses casos, cuja procedência ainda não foi explicada por nenhuma Ciência, desde a Biologia Genética à Psicologia, passando pela Sociologia e por campos da Medicina como a Psiquiatria e a Patologia, a nomenclatura apropriada para os indivíduos dessa população não é também consensual entre a comunidade científica, passando por nomes como Potencialis homossexualis, Deverus potencialis homossexualis, Paneleirissimus absolutus e Paneleirus disfarssatus. Estes últimos, descobertos nos últimos anos da década de 90 e com especial incidência em meios cosmopolitas, suspeita-se que são uma segunda mutação do gene e são os normalmente chamados "Metrossexuais". No caso da mutação não se dar completamente ainda há esperança e por norma, o único prejuízo que estes indivíduos têm é serem constantemente alvos de mal-entendidos.
Esta pequena consideração sobre Genética, incidiu no caso particular da limpeza. Futuramente, comprometo-me a dissertar sobre outros campos diferenciais dos Cromossomas X e Y, nomeadamente nos que tocam ao futebol, automóveis, mães, sexo e relações amorosas. Até lá, e como nota final, ficam a saber que embora tenha demorado apenasmente 30 minutos a “arrumar” (cof cof, não estou habituado a dizer isto) o meu quarto, já espirrei 27 vezes e já mirei pelo canto do olho 2 bolas de cotão a passearem-se na corrente de ar do termoventilador além de me ter esquecido de “fazer a tal acção” debaixo da secretária e atrás das mesinhas de cabeceira... isto para não restarem dúvidas quanto aos meus cromossomas!

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Rottweiller Vs. Namorada

Inauguro nesta data tão oportuna uma nova rubrica no meu querido blog: o Duelo. Para começar vou analisar objectivamente (sim, o mais objectivamente que consiga) estas duas coisas que neste momento não tenho: um Rottweiller e uma namorada.
Ora e não tenho nem um nem outro porque tenho por hábito ponderar muito bem as minhas aquisições, quando as quero permanentes. E não conheço nenhum cão de confiança o suficiente para eu mesmo criar e educar, nem nenhuma menina digna de a querer como minha namorada, embora haja, nos dois casos, oferta disponível. Eu é que sou demasiado exigente...
Sem ordem predifinida comecemos. A namorada tem, indiscutivelmente, inúmeras vantagens. O problema é que essas têm quase todas o reverso da medalha senão vejamos: no dia de hoje, por exemplo, teria com quem ir jantar, num local finesse, bater uns movies, dar um passeio num local romântico. Tudo isto com o bónus de chegar a casa e haver "tourada" com aquela lingerie perversa que só se usa nas ocasiões especiais. Até aqui nada mau, antes pelo contrário. Mas depois eis que "comes the Dark Side"! Tudo isso custa-nos os olhos da cara, sim, porque se ser-se cavalheiro é bonito e tal só nos fica bem, também nos fica caro! Antes do jantar tem que se comprar o ramo de flores da praxe (mesmo que seja só uma é cara!!), depois o jantar tem que ser o senhor a pagar, depois o cinema com as costumeiras pipocas que se vão enfiar em sítios esquisitos, o que pode dar azo a não se ver o filme, o que também não é necessariamente mau e por fim, o ambiente que se forma na altura da "tourada" mina-nos a auto-estima, como se para mandar uma queca inesquecível fosse preciso suar as estopinhas!!! Isto é só um exemplo, claro está. No caso do Rottweiller, este é um dia igual aos outros cujo único sacríficio será levá-lo a passear para o gajo mijar, cagar e cheirar o cu a umas cadelas e dar-lhe de comer para o gajo não nos infernizar os tímpanos a ladrar. O senão do "melhor amigo do Homem" acaba mesmo por ser o sexo, provavelmente não será tão bom (disse provavelmente porque nunca experimentei e neste caso prefiro falar SEM conhecimento de causa) e mesmo que fosse, de certeza que o sexo oral não seria! Imaginem uma força de mandíbula de 400kg/centímetro quadrado... ui!!! Até dói só de pensar!
Mas não fica por aqui. Estes belos cães pastores oriundos da Moldávia, e por isso é que esta dissertação é especificamente acerca desta raça, são bem mais úteis noutras ocasiões! Serão, indiscutivelmente, mais fiéis que a mais fiel das mulheres (se é que isso existe), e no lugar de sermos nós a protegê-las dos mauzões nas noites escuras, os cães, esses, nem precisam de tal, a menos que alguém seja suficiente burro para se meter com um! É certo que teria que ser muito bem treinado para nos ir buscar uma jola ao frigorífico, e a namorada vai lá desde que lhe façamos aquela cara à "Gato das Botas", mas em compensação não nos impõe conhecer os pais (se bem que no caso desta raça é até bastante conveniente), quanto mais a aturá-los para o resto da vida! De resto, o cão recebe-nos sempre bem quando chegamos a casa a altas horas, estejamos nós bem ou mal humorados, enquanto elas ainda nos são capazes de nos fazer um interrogatório PIDEsco e insinuar que cheiramos a um perfume de outra (tabaco) e que fomos para os copos e não trabalhar para casa do nosso colega de escritório como tínhamos dito. Em contrapartida, não precisamos de ensinar à nossa namorada quando e onde fazer as suas necessidades, e o cão, por muito bem treinado que seja não cozinha nem lava a loiça, e suja mas não limpa. Por último, não precisamos de estar constantemente a dizer ao quão o cão bonito ele está (gostaram do trocadalho do carilho?) e se for caso de ele engordar não nos importamos minimamente e não precisamos de mentir caso ele nos perguntasse, para além de o pêlo ser sempre do mesmo tamanho, escusando-nos o trabalho de ter que adivinhar quando corta 2cm ou muda a côr do cabelo como elas.
De momento não me lembro de mais nada que valha a pena discutir e comparar nesta duas belas criaturas da Natureza que são a Mulher e o Rottweiler. Partilham pelo menos uma coisa, o seu enganador modo de estar e a sua pose: por mais dóceis que possam parecer e por mais vontade que tenhamos em lhe fazer umas festinhas, podem ambos tornar-se numa dor de cabeça dos Infernos se em certas alturas abrirem a boca (a Mulher) ou fecharem a boca (o Rottweiller). A única coisa que não devo nem consigo comparar, porém, é o amor que tenho por este dois bichos lindos.
Para finalizar, e como recado aos meus amigos que estejam dispostos a ajudar-me, não se preocupem com as gajas, preferia ter neste momento um Rottweiller, até porque hoje já tenho com quem jantar. Com a pessoa que mais gosto no mundo: EU!
Bejinhos e Feliz dia dos Namorados.
PS: Neste dia não pude deixar de pensar, reflectir e meditar uns momentos em alguns namorados. Sim, masculino, só me estou a referir a eles. Hoje sinto que devo deixar uma palavra de apreço a todos os namorados a quem... eu comi as namoradas! Enfim, não é nada de que me orgulhe (à excepção de um) mas que teima em acontecer ciclicamente, é o meu tal (ou delas) problema de timing. Não se pense, porém que isto é um pedido de desculpas, nada disso! Todas casos diferentes, em circunstâncias diferentes e por razões diferentes. Já agora também foi sempre com gajas diferentes, sempre é melhor serem muitas mas pouco vacas que só uma muito vaca! Digo eu...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Este é o meu hit dos eighties... oh yeah!!

Ora cá vai a bela da experiência! Respondendo a mais um desafio da minha querida Catarinia aqui fica a minha música dos "eites". Afinal os eites são muito mais meus que vossos, eu é que nasci nessa década e embora tivesse só 7 aninhos quando acabou houve coisas de que não me esqueço nem que morra!!! E a música está sempre lá!



Você é "Take On Me" dos A-Ha (1985):

O seu lema é o de nunca perder a sua pose sempre muito cool. Gosta de impor respeito naqueles que o rodeiam e é capaz daqueles olhares que congelam (no bom ou no mau sentido) o seu alvo. De espírito prático mas por vezes demasiado durão.




Confesso que não sou grande fã desta música nem do grupo mas foi o que as minhas respostas ditaram!!! E não corresponde muito à realidade. O meu olhar doce consegue lá congelar o que quer que seja! Durão? Práctico? Não consigo matar uma mosca e complico tudo o que é fácil! Só a pose cool é que tá correcta, mas essa nem é preciso esforçar-me para a ter... ;) Quem quiser também pode fazer aqui

Regresso aos treinos

Este post não era suposto ser assim. Era suposto ser merdoso, mas não tanto. Era suposto ser bastante mais interessante e intrigante do que este. Mas não é. Era suposto não ter interesse nenhum a não ser para mim e talvez este tenha um bocadinho mais. Ou seja, nada do que queria escrever saiu como queria. Como tal fica em banho maria.
Amanhã temos treino. Tenho medo. Tenho mais medo do que é suposto. Tenho aquele medo que me faz ter vergonha e ter que o negar, ficando ainda com mais medo. Isto de pegar vacas não tem nada a ver com pegar toiros. Ou talvez tenha e eu esteja é habituado a pegar o tipo errado de vacas. Sim, deve ser isso... mas é também o facto de irmos de jeans e t-shirt, do tentadero ser pequeno e de alvenaria, de termos pouca gente a ver, de irmos quase sempre cedíssimo de manhã, enfim, é tudo diferente duma corrida como nós gostamos: praça cheia, amigos e namoradas nas bancadas, traje bonito, jaqueta limpinha que nos veste o tronco e o Ego, fotógrafos profissionais, pressão vinda de fora etc, e finalmente um adversário nobre, jovem como nós, imponente e desafiante, ameaçador e atraente e do género masculino! Pois, deve haver ali qualquer cumplicidade de machos numa corrida que me faz ter mais confiança no Passanha de 550 kg que numa vaquinha de 200. Ehpá, que querem? Elas são traiçoeiras. Toda a gente sabe mas eu se calhar sei-o um bocadinho melhor.
Aqui há uns anos em Junho, depois de uma noitada na Semana Académica de Évora tivémos um treino. Em Cabeção na herdade do Lopes Aleixo. Tudo ressacado, a noite anterior tínhamos tido um jantar de aniversário em Évora e depois lá fomos ainda que “oficiosamente” para os copos. Um calor danado, chegámos lá já passava das 10! As vacas eram quase mais velhas que nós e todas com o saudável hábito de correr atrás dos cavalos no tentadero! Para quem percebe minimamente de toiros, não humilhavam, para quem não percebe patavina andavam sempre com a cabeça levantada e consequentemente os cornos mais parecendo umas cabras malucas! Uma entorse (do Vítor), um desmaio (do Casimiro) e várias mazelas depois lá me calhou a vez de ir à cara da bicha! No meio do tentadero preparava-me para colocar as mãos na cintura e fazer um cite minimamente decente quando a vaca (aqui foi mesmo no sentido pejorativo) se arranca! O pessoal no burladero defronte de mim agitou os braços e gritou umas coisas que nem ouvi, pela minha cabeça já passava outro pensamento: “E agora como é que eu me safo?”. Sem perceber muito bem como armei-me em guarda-redes antes de defender um pénalti. Braços e pernas abertos, tronco inclinado para a frente para baixar o centro de gravidade e OLÉ! A menos de um metro faz-se uma simulação para um lado, juntam-se os pés para o outro, encolhe-se o rabo para dentro enquanto as costas vão para trás e ainda se dá o toque artístico com uma mão na cintura e outra por cima da cabeça: eis um câmbio à maneira. Foi assim o meu primeiro câmbio que teria num qualquer concurso de recortes uma crítica desoladora “bonito pero todavia muy poco de recortao” ou qualquer coisa do género. Abriram-se sorrisos, gritaram-se olés e bateram-se palmas. Escusado será dizer que aumenta a confiança. A vaca é que não estava muito disposta a colaborar, e da única vez que o fez e ficou quietinha para poder citar, imediatamente se arrancou, cernelhou, humilhou mal e porcamente e deu-me uma pitonada em cheio onde não devia. Resultado, não só não peguei, caí e caguei-me todo e passei os 30 minutos seguintes de cócoras atrás dos burladeros e a pensar se alguma vez teria filhos. Graças a Deus, depois disso já outras vacas tiveram alegrias em exercícios diferentes mas na mesma “localização morfo-geográfica”...
E pronto, este é só um exemplo por que não gosto de vacas a não ser no prato e mesmo aí prefiro os novilhos. Já com as vacas de duas pernas também tenho mais afinidade (ou elas comigo) do que gostaria de admitir e são igualmente traiçoeiras. Mas dessas nem vale a pena falar...

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Só mesmo para entreter!

Bem sei que não tenho escrito. Entre outras coisas, falta-me tempo. A inspiração vai sempre adiantada graças a Deus, às minhas musas, ou a quem de direito, não interessa. Na próxima semana vou tentar literalmente pôr a escrita em dia. Até lá, consegui arranjar uns minutinhos para responder a um desafio e lançá-lo como me fizeram a mim! Ora cá vai:
Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:
1. Jurassik Park (mais que um filme de acção e aventura, uma inspiração e uma lição DA vida)
2. A Lista de Schindler (porque há coisas que infelizmente jamais devem ser esquecidas)
3. Os Suspeitos do Costume (uma vez sem exemplo os maus ganham e quando é o Kevin Spacey até se gosta mais)
4. Star Wars (desde o vilão à princesa passando pelo C3PO, todos os personagens me atraem)

Quatro sítios onde vivi:
1. Redondo
2. Redondo
3. Redondo
4. Gambelazzzz.... FARO (como vêem sou um autêntico nómada)

Quatro séries televisivas que não perco:
1. Allô Allô (listen very carefully, I shall say this only once: uma série inglesa que retrata franceses que falam inglês quando é suposto falarem francês e falam inglês com sotaque francês quando é suposto falarem inglês, capicce?)
2. MacGyver (com um canivete e um jipe igual já morria feliz)
3. Rua Sésamo (parecendo que não até se aprendia e já na altura a Alexandra Lencastre me enchia as medidas...)
4. Seinfeld (quando for grande quero ser como o Kramer)

Quatro sítios onde estive de férias
1. Portimão (ao fim de 11 meses no Algarve apetece-me variar)
2. Redondo (até ir para Portimão)
3. Faro (quando as férias se passam a trabalhar)
4. Londres (bela cidade, cuja única coisa abominável que tem são os ingleses)

Quatro dos meus pratos preferidos
1. Cachorros do "simago" em Bada!!! (sem dúvida, experimentem e depois me dizem)
2. Bifanas de Vendas Novas (idem idem)
3. Secretos de Porco Preto grelhados com 1ton de tubérculos fritos!!!! (má bommmm)
4. Um prato de alcagoitas e uma grade de mines Bock (o maior símbolo da gastronomia nacional)

Quatro websites que visito diariamente
1. A minha caixa do mail
2. nba.com (para me manter a par do maior espectáculo do mundo! I Love This Game)
3. iol.pt (apenasmente porque é a minha homepage)
4. Vários blogues da malta amiga e tal e coiso... para me instróir!!

Quatro sítios onde gostaria de estar agora:
1. Em Lisboa... cof cof!!!!
2. A fazer nenhum no Belize ou num sítio parecido!
3. Em Timor a fazer alguma coisa de jeito por aquele povo maravilhoso!
4. Em Okinawa, a aprender artes marciais com um Mr. Myagi original para ficar todo zen!

Quatro bloggers que desafio a fazer este questionário:
1. A minha Sociate maravilhástica!
2. O Carapinha (que está a aprender as artes do ofício bloguístico e porque é do bastante)
3. O meu mano (não é blogger mas a opinião dele conta muito mais)
4. Mais alguém que queira contribuir, que para limitar a liberdade de expressão já bastam os fundamentalistas islâmicos!)

Como devem ter reparado, para além de ser um rapaz extremamente viajado e um autêntico gourmet até tenho uns gostos simples e relativamente fáceis de explicar né? Ora agora se se quiserem armar aos cágados como eu fiz, toca a copiar isto e a deixar um comment com as vossas respostas para eu me rir um bocadinho. Bejinhos.