Bem-vindo sejas Tu, Ó Aquele que venera a forma em vez do conteúdo e se corrompe pela adoração dos sentidos! Trata o seguinte espaço de Condicionamento Operante, Golfinhos e Otárias; Gajas Boas, Noddy e Floribella; Carvão Sideral, Caramelos e Zarabatanas; Ciência, Política e Pornografia; Benfiquismo, Comunismo e outras formas de cancro; Metal Industrial, Artes Marciais e Dominó, entre outros temas!!! Porque todos os caminhos vão dar a...ROMA!
terça-feira, outubro 30, 2007
It's all about consequences...
segunda-feira, outubro 08, 2007
Música
Festejou-se no passado dia 1 o Dia Mundial da Música. Contrariamente à minha vontade não pude publicar este post no dia próprio não obstante já estar idealizado e esboçado há já longos meses. Ao pensar fazer uma lista de músicas, havia que ter um critério. Mas qual? Músicas preferidas? São infinitas! Ou será que não? Músicas exemplificativas dos géneros que aprecio? A lista apresentar-se-ia reduzida, e eu teria uma depressão antes de me conseguir decidir. Resolvi-me, então, a fazer uma lista de dez músicas de cada vez que me apeteça escrever sobre música. Antecipei 10 posts, o que daria um bonito mas curto total de 100 músicas de que, pura e simplesmente, gosto. Receio que a lista seja interminável mas a vontade de escrever sobre elas insufuciente…
Ao regressar a casa com o rádio do Puntagasóile sintonizado na Antena 1, ouvia António Macedo, essa voz lendária da rádio, dizer que não tem uma música da sua vida, mas muitas, e que deixava como sugestão uma dessas com que se identificava, ou em que algum momento em particular da sua vida o tenha marcado. Ora nem mais, fiz meus os seus pensamentos: é que há músicas que mesmo sem apreciarmos como o fazemos com outras, acabam por nos marcar, normalmente porque que as associamos a alguma experiência marcante que tenhamos vivido, seja um amor não correspondido, umas belas férias, uma pessoa amiga, um ódio de estimação, alguém que tenhamos perdido, aquele objecto especial que estimamos muito, etc…
Aqui fica então, uma pequena lista de 10 músicas que fazem parte da minha vida, com a descrição correspondente e que espero não seja a única que me digne a escrever, de modo a partilhar com os meus amigos/leitores estes meus gostos tão abrangentes:
Smooth Operator, SADE -> Para começar uma que consigo associar com perfeitamente nada ou ninguém a não ser com a própria música. Sinceramente nem percebo a expressão: “Operador Suave”??? Mas que raio… Não consigo sequer perceber a letra toda, qualquer coisa como coast to coast e Chigaco lá mais para a frente. É das músicas que classifico como Ouvíveis Apenas No Carro. De preferência numa chuvosa noite de Inverno. Esta senhora meio nigeriana meio inglesa, de seu nome completo Helen Folasade Adu tem uma voz que enfeitiça e eu não lhe conheço outra música, ou pelo menos não reconheço outra tão famosa como esta como sendo dela…
Maria Maria, CARLOS SANTANA FEAT. WYCLEF JEAN -> Um dos 1487 singles do álbum Supernatural (na verdade foi o 2º). Santana, o homem cujo mais intimo desejo é pôr a sua guitarra a falar ou, neste caso, as duas, a eléctrica e a acústica; conta com a preciosa colaboração de Wyclef Jean, que já agora se pronuncia “Weecleef Jeã” e não “Uáikléf Jine” como os mais desconhecedores fazem; para fazer mais um teledisco histórico, corria o ano de 1999. Mesmo que não fosse a minha vida cheia de Marias, e não me estou a referir às bolachas mas também, gostaria sempre desta música. Actualmente quem mais sofre com ela é a minha colega Maria (claro!) pois volta e meia, quando tou bem disposto, e porque ela é tão bonita como a música, começo logo a trautear o "Maria, Mariaaaaaaaaa… fell in love in east LA, to the sound of a guitar, played by Carlos Santanaaaa…".
Spiel Mit Mir, RAMMSTEIN -> A primeira música que ouvi desta que é uma das minhas bandas preferidas não poderia ter sido a mais indicada: com um ritmo pausado mas sólido, e uma electrónica lá atrás tão discreta como atraente, fiquei hipnotizado uma vez ao fazer zapping e estarem estes gajos a actuarem nos Brit Awards salvo erro de 1997. Decorei o nome da banda e mais tarde encontrei numa discoteca a banda sonora do filme Lost Highway de David Lynch, afinal o que os tinha projectado para o panorama internacional. Para não ficarem completamente aos bonés, e se não se quiserem dar ao trabalho de aprender alemão, Spiel é em alemão o que o Play é inglês e a música chama-se afinal Joga/Brinca/Toca comigo… como muitas outras da mesma banda, as letras podem ter interpretações muuuuuuito dúbias!
O Prometido É Devido, RUI VELOSO -> Acho que foi a primeira balada romântica que ouvi, lá para os meus seis ou sete anos. Com muitas palavras muito à frente e metáforas na altura sem sentido, lembro-me de achar esquisito, na altura, de até gostar de um sonzinho que metia harmónica e piano. Isto e o facto de lá para o meio haver as palavras “fazia o que tu quisesses só para te poder ver nua/quero já os almanaques do fantasma e do patinhas/os falcões e os mandrakes/tão cedo não terás novas minhas…” Seja como for, não foi ao ouvir esta música que aprendi uma importante lição da vida: as gajas são todas umas vacas…
Yellow Submarine, BEATLES -> Provavelmente a música mais tocada e conhecida dos “Carochas”. Foi a primeira que ouvi deles, lembro-me de um clip animado com o dito amarelo e os quatro amigos todos contentes a tocarem “In the time where i was born...” Lembro-me do meu pai e de um amigo, a sorrirem para mim e a dizerem-me que sim senhora, ainda bem que eu gostava porque era música do “tempo” deles; para além de na altura achar muito estranho quando os adultos utilizavam essa expressão, hoje constato que estavam completamente errados, pois esta música do “tempo deles” é, entre outras, eterna e universal.
Abertura de Guilherme Tell, GIOACHINO ROSSINI -> Mais conhecida por entre o pessoal “do meu tempo” como a música do genérico do “Mascarilha”, esta música adaptada a uma cóboiada é, de facto, pertencente a uma história de arco e flecha! É ou não é irónico? Para além de empolgante e inebriante, estes três minutos e qualquer coisa têm a particularidade de terem sido escritos na véspera da estreia da peça. É que Rossini gostava de trabalhar sob pressão, da mesma maneira que Dali gostava de trabalhar depois de ter comido queijo e dormido, e da mesma maneira que eu não gosto de trabalhar! Ou seja: o homem escrevia uma a uma, noite adentro, dezenas de partituras diferentes para dezenas de instrumentos de múltiplos naipes! Não é que eu não fosse capaz de fazer o mesmo, mesmo à luz das velas e com penas de pato e papel amarelo como no tempo dele, não saía era a obra de arte que saiu!! É daquelas músicas a que nos sentimos em dívida quando nos sentimos em baixo, e que se podem tornar perigosas quando nos sentimos bem! Mas que vale sempre, mas sempre a pena ouvir.
Oh Chuva, DREAD LION -> Tinha o IMPERIVM nem um mês de existência, quando uma amiga me disse que estava a ouvir esta música, quando eu, só para ter assunto, lho tinha perguntado. Acho que até hoje ainda não te agradeci o suficiente Katherin. Enviou-ma pelo Messenger mal sabendo eu na altura o quão útil ela me ia ser numa noite de insónia, como não desejo ter outra. Revoltado com o mundo e desconfiado de tudo e de todos, por mais que me custe admiti-lo sobretudo devido às circunstâncias, liguei o PC perto da janela do quarto, com o repeat no on, e fui para a estrada em frente à minha casa apanhar uma bela molha durante umas belas horas!!! “Você que tem medo de chuva/você não é nem de papel/muito menos feito de açúcar/ou algo parecido com mel/Experimente tomar banho de chuva/conhecer a energia do céu/energia dessa água sagrada/que nos abençoa da cabeça aos pés…” Se quiserem conhecer o resto da letra oiçam a música. Só espero que não precisem do bem que ela me fez a mim. Hoje, ao viver no fio da navalha (outra bela música dos Táxi que fica para as próximas listas) estou perto, embora espere que não, de voltar a sair para a rua e enxaguar a alma…
Boa Sorte, VANESSA DA MATA FEAT. BEN HARPER -> Em condições normais nenhum destes dois teria uma música sequer na minha vida. Mas a vida dá muitas voltas, e no Sudoeste então nem se fala. Apesar de me custar a admitir que vi ao vivo um concerto desta senhora que se veste como um personagem de um filme do Kusturica, ainda me custa mais a admitir que só agora, deixado o tempo fazer o seu trabalho, presto atenção e acho algum sentido na letra, não lamentado sequer o rumo que as circunstâncias tomaram. Fosse eu diferente e diria que é pena… mas não digo! “É só isso/não tem mais jeito/acabou/boa sorte/não tenho que dizer/são só palavras/e o que eu sinto/não mudará…”
Sou Bom, XUTOS & PONTAPÉS -> Uma das melhores músicas para nos levantar o Ego. A típica rockalhada dos Xutos, com um saxofone vibrante. Só porque às vezes é mesmo preciso pensar que, e temos mesmo a certeza que “Eu cá sou bom/sou muito bom/eu cá sou bom/sou muito bom/paranormal…”
You Spin Me Round, DEAD OR ALIVE -> Para muita vergonha minha, só conheço esta música desde que a minha amiga Maria fez a brincadeira da Rádio Comercial que tenho nuns posts perdidos lá para trás. Este foi o Hit dos Eighties que lhe calhou, mas eu é que fiquei “à roda” com esta música. É que volta e meia, como nos tempos que correm, lá me apetece gritar a plenos pulmões “You spin me right round baby/right round/like a record baby/right round round round…”
E pronto, eis uma lista de 10 músicas que muito me dizem, em breve deixarei outra à vossa apreciação.AVÉ!
segunda-feira, julho 30, 2007
Inspecções ruins, hino certinho!
A semana passada fui com o meu carro à inspecção periódica obrigatória. Para começar, percebemos logo que os centros de inspecção automóvel são uns belos estabelecimentos para assaltar. Lá a tecnologia resume-se aos aparelhómetros da telemetria automóvel, multibanco é coisa de que aquela gente até ouviu falar, mas para pagar "luvas" não dá muito jeito pois não? Depois de uns minutos de espera, e de ter apresentado o livrete e o título do registo de propriedade da viatura em questão eis que o senhor inspector (presumo que a profissão de quem inspeccione seja inspector) me chama pelo nome próprio e cor da dita: «O FIAT BRANCO Ó FÁXAVÔR!» e lá fui eu, quarto piscas e meio, trava destrava, com o pé, com a mão, liga as luzes desliga as luzes, liga os mija-mija enfim, toda a parafernália técnica necessária para o cumprimento da lei que nos protege, claro! Depois o senhor pediu-me para mostrar o colete reflector e montar o triângulo, ao que respondi perguntando se era mesmo preciso montar o dito já que seria suficiente ver que o objecto não estava em falta, certo? «Ah e tal, tivémos uns problemas com uma malta que afinal tinha mas estava estragado e depois a inspecção esteve cá e apertou connosco, e agora toda a gente precisa de montar o triângulo!» E eis que caímos na realidade estapafúrdia em que vivemos ao ouvir uma coisa destas! Então os centros de inspecção são inspeccionados? Por quem? Pelo estado? Ou por uma entidade certificada para inspeccionar centros de inspecção? E nessas inspecções de centros de inspecções também há maroscas? Ai não, desculpem, esqueci-me que estávamos em Portugal e que cá toda a gente é honesta e ninguém "contorna" a lei, quanto mais quebrá-la... E que tal em vez de chumbarem carros por terem "pouco amarelo" aquele quadradinho da matrícula com a data do carro, e deixarem nas estradas autênticos chassos que são um perigo tanto para quem os conduz como para quem se cruza com eles, confirmassem, por exemplo, que o carro que se propõe à inspecção não é roubado, ou que o condutor que o leva lá tem realmente a carta de condução daquela classe? Isto é só um idéia... O que realmente me valeu na semana passada, para me conformar e tornar mais verdadeiros estes meus pensamentos optimistas que teimo em ter, que o nosso rico país não é tão mau quanto o pintamos, tem até muitas coisas boas, valeu-me o futuro primeiro-ministro belga e os seus colegas de governo não saberem por que cargas d'água se festeja a 25 de Julho o Dia Nacional da Bélgica, e, melhor ainda, o futuro chefe de governo do considerado um dos países mais civilizados e sofisticados do mundo começar a trautear "A Marselhesa", hino nacional francês, quando lhe foi pedido para cantar o hino nacional do seu país... a Bélgica! Tudo isto para dizer que prefiro viver num país onde as inspecções automóveis continuem a ser feitas à la gardère para complementar, pois claro, a nossa reputação extraordinária de assassinos das estradas; do que alguma vez ouvir o Sócrates, ou algum dos seus amiguinhos ou sucessores, cantar o hino dos Alonsos, Nadais, El Julis e afins... PS: Já agora, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, festeja-se no dia 10 e Junho, e no 1º de Dezembro celebramos a Restauração da Independência, ou seja, o dia em que finalmente pusémos os espanhóis no seu lugar: Espanha! |
quarta-feira, junho 13, 2007
No pasa nada!
Mira mi hijo, tu padre estevié en las Marchias Populariés de Lisbona, disparando pívias de mosquiétes e ninguién, pero ninguién nos ha ido a los cornos! De puta madre hé? Sin hijo, mismo de la puta de tu madre...
Acho que já se pode dizer que o projecto Festas em Trânsito já superou as expectativas. Depois de em 2006 a marcha vencedora lisboeta se ter deslocado a Nola, Itália, quiçá para frequentar também workshops com a Cosa Nostra, como se nós cá precisássemos de aprender a ser (mais) mafiosos, estes espanholitos que desfilaram na avenida ficam igualmente com uma coisa que nós portugueses temos há 800 anos desde que D. Afonso Henriques mandou uns tabefes à mãe: uma bonita história para recordar sobre as interacções com os vizinhos Ibéricos. É que até hoje, e porque nisso os espanhóis não são diferentes do resto do mundo; não têm o mesmo orgulho que nós tugas em relembrar os encontros imediatos de 3º grau com "nuestros hermanos" ao longo de todos estes séculos de (con)vivência conjunta nesta quadradinho a que os romanos chamavam Iberia. As marchas populares, que já fazem o povo feliz, este ano fizeram dois! A quem ouviu os tiros e não se apercebeu do que se tratava não se preocupe, pués que todavía no pasa nada...
quarta-feira, maio 23, 2007
Tintin por Tintim
Para os mais distraídos, ou simplesmente desconhecedores, Georges Rémi é HERGÉ, autor da BD "Les aventures de Tintin", um dos símbolos da literatura francófona e universal. No nosso país, Tintim (com o "M" no fim, aportuguesado) não tem muitos fãs quando comparado com outros "primos" mais novos como Astérix, Lucky Luke ou Blake&Mortimer, na verdade, não conheço nenhum que seja tão fã e conhecedor do jovem repórter da poupa quanto eu, tenho pena.
Dispensando a tagarelice histórica que podem verificar em inúmeros sites, apenas pretendo tentar demonstrar porque gosto tanto deste boneco que desde muito cedo aprendi a ver como um amigo. Pelos meus 7 ou 8 anos, não sei precisar, recebi de prenda de aniversário do meu querido amigo Pepe um livro cujo título é As Aventuras de Tintim - O Tesouro de Rackham o Terrível. Nesse dia, sem querendo ser demasiado romântico e dizer que a minha vida nunca mais foi a mesma, arrisco no entanto a dizer que, nesse dia, grande parte da minha futura personalidade terá ficado esboçada.
Na altura gostei simplesmente do livro, como gostava já de muitos outros, a história rodava à volta de um tesouro algures no fundo do mar lá para os lados das caraíbas. As cores, os desenhos simples mas claros e os personagens, um dos quais aparecia neste título pela primeira vez (Professor Tournesol ou Girassol) fascinaram-me e fizeram-me não me esquecer de comprar outro título da colecção assim que a oportunidade surgisse. Sinceramente não me lembro do que veio a seguir. Simpatizei logo com aquele boneco loiro, com uma poupa engraçada e que tinha um cão que pensava ser um Caniche mas que afinal não, era um Fox Terrier, afinal, nessa altura percebia tanto de cães como de BD. Achei Tintim inteligente, decidido e aventureiro, coisas que eu estava determinado a ser, embora hoje não seja tanto como gostaria, mas isso são outras conversas; e conseguia atingir os seus objectivos honestamente, sem batotas e sem a ameaça de armas.
Hoje, passados mais de 15 anos dessa altura, sei muito bem porque continuo a adorar passar intermináveis horas a ler as suas várias mas infelizmente poucas aventuras: porque me identifico com quase todos os personagens fixos! Passo a explicar:
Tintim --> É repórter mas nunca lhe conhecemos escrita alguma, também eu adoro escrever, sou viciado em noticiários e documentários e às vezes interrogo-me se não será essa a minha vocação, algo ligado a comunicação. Tem facilidade em fazer amigos, é inteligente e astuto, vivo mas simples, e tem como inseparável companheiro um cão, é justo e faz questão de enfrentar tudo aquilo que vai contra os seus princípios.
Capitão Haddock --> O personagem que aparece n' "O Caranguejo das Tenazes de Ouro" pela primeira vez não engana: é um bêbedo. O velho lobo do mar, presidente da Liga dos Marinheiros Anti-Alcoólicos adorava ir ao porão sacar umas garrafas de whisky Loch Lomond que acompanha com uma bela cachimbada, gosta de gozar os prazeres da vida, sejam eles um passeio no jardim ou um temporal em alto mar, é intempestivo, impulsivo mas de bom coração, amigo dos seus amigos, casmurro que nem uma mula, de sangue nobre mas também ele simples, no fundo. A partir do momento em que se envolve com Tintim, jamais o deixará partir sozinho numa aventura, embora ameace muitas vezes não ter paciência para «taratatas», acaba sempre por abandonar o conforto do Castelo de Moulinsart, onde vive com os seus amigos e o fiel mordomo Nestor. É, apesar de tudo, um cavalheiro, notório quando atura Bianca Castafiore, mesmo não suportando um segundo da sua (diz que) bela voz! Ah, tem também um vocabulário hilariante, e de fazer corar um carroceiro...
Professor Girassol --> Este reputado sábio que não é surdo «apenas duro de ouvido» é o clássico cientista. Inteligentíssimo, solitário, distraído na quinta casa; sempre a magicar novas engenhocas, projectos e invenções, sejam elas uns patins a jacto, ir à Lua, uma nova espécie de rosa ou armas de destruição maciça. Defensor acérrimo da radiestesia, os seus diálogos com os restantes personagens são por demais cómicos, derivado dos equívocos provocados pela sua deficiência auditiva. É graças a ele que, n' "O Tesouro de Rackham o Terrível" os nossos amigos conseguem resgatar alguns destroços d'O Licorne, descobrir o tesouro e, assim, adquirir o Castelo de Moulinsart, outrora propriedade dos antepassados de Haddock. É também um cavalheiro, profundamente educado e seguidor das regras de etiqueta e um dos maiores fãs de Bianca Castafiore.
Dupond e Dupont --> Este par de gémeos, cuja única diferença subtilíssima reside no modo como os seus bigodes enrolam, são, segundo consta os dois melhores detectives da polícia belga. Mas desengane-se quem pensar que têm algo a ver com Poirot pois durante a série inteira não os vemos a deslindar um único caso. Algumas detenções sim, a maior parte de inocentes, malentendidos com fartura e acidentes caricatos são o prato do dia destes gémeos cujo esforço é de louvar, mau grado a sua ingenuidade, que lhe causa a eles e aos companheiros alguns dissabores menores. De salientar também que as suas técnicas de dissimulação e camuflagem não primam pela discrição...
Bianca Castafiore --> "O Rouxinol Milanês" alcunha dada pelos media à bela soprano italiana não se consegue perceber. Tem um público infindável, faz tournées pelo mundo inteiro, recebe presentes milionários de fãs ricos e abastados, alguns deles pouco recomendáveis, mas quando dá as primeiras notas de "A Ária das Jóias de Fausto" de Gounod parece torturar tudo e todos. É, porém, uma senhora rica e uma rica senhora, tanto para os seus amigos, que faz questão de tratar muito bem, como exigente para os seus colaboradores: a sua camareira Irma e o seu pianista Wagner. Também ela a distracção em pessoa, que ninguém se lembre de lhe servir esparguete mal cozinhado, mas se a quiserem derreter, é só elogiar-lhe a voz ou a sua portentosa figura...
Milu --> Milu é talvez, o personagem onde é mais mágica a escrita e imaginação de HERGÉ; os leitores nunca percebem se estão perante um cão se uma cadela, se fala e comunica directamente com o dono, ou se apenas desabafa os seus estados de espírito. Fiel, mas perdido (sempre vi Milu como um cão) por um bom osso, consegue ainda desenrascar Tintim uma data de vezes, e conseguindo ainda também ele, à conta das circunstâncias, apanhar umas camadas de whisky...
Com todos estes personagens eu me identifico de uma ou de outra maneira: o idealogismo de Tintim e a sua predisposição para a aventura; a tempestuosidade e infinita teimosia de Haddock assim como o seu vernáculo; a curiosidade e incessante busca de conhecimento de Girassol, aliadas ao alheamento do mundo "real"; a ingenuidade e incapacidade de esconder certos defeitos como os Dupondt; leal e amigo como Milu. Só não sei cantar mas provocaria o mesmo efeito que a Bianca Castafiore se não cantasse «AAAAAAHHHH! RIOOOOOOOOOOOO-ME DE ME VEEEEEEEEEEEEER TÃÃÃÃÃÃÃÃÃAO BELA NESTE ESPELHOOOOOOOO!!!!!" só no chuveiro...
Georges Rémi - HERGÉ teria hoje 100 anos. Este é o meu singelo agradecimento por tudo quanto aprendi com a sua obra, que me inspirará por tantos anos quantos os que eu viver...
segunda-feira, abril 30, 2007
Romismos IV
"Moldar o corpo é difícil, moldar a mente ainda mais difícil... deverás perseguir estes objectivos sendo a tua principal motivação ter a certeza absoluta que nunca os conseguirás cumprir na sua plenitude"
domingo, março 18, 2007
Sound In Light/Light In Sound
Seguiram-se a Winga, o percussionista, Zymon e Valdjiu, os guitarristas, Ary, o baixista e produtor do novo disco, Sinc, o baterista e, finalmente, Karkov, o rosto mais (in)visível da banda, autor e vocalista dos temas surreais dos Blasted. Ainda não tinham começado o concerto e já o povão estava ao rubro. O principal motivo era o consumar da expectativa em redor dos novos fatos: o de Valdjiu, inspirado numa cobra capelo, o de Zymon numa tarântula que mais faz lembrar o AlienVsPredator, e o de Karkov que remete para os soldados imperiais de Star Wars eram complementados na perfeição pela "libélula" de Ary, a "louva-a-Deus" de Sinc e a máscara tribal de Winga. Mas isto é uma mera interpretação leiga, o seu verdadeiro significado só os verdadeiros artistas poderão, ou não, revelar...
Para abrir em beleza e com a parada alta, seguiu-se à Intro o primeiro single deste novo trabalho: All The Way. A mensagem forte mas clara, a musicalidade de influência oriental-cósmica, baseada nos trinados da cítara e numa electrónica suave mas personalizada conjugada com a inconfundível porém descontraída voz de Karkov deixam adivinhar um belo futuro para o 4º álbum de originais do grupo que veio de outra galáxia.
Uma das características chaves para o sucesso dos Blasted Mechanism é a diferenciação entre os discos gravados e os espectáculos ao vivo. Nos CD's temos música "ouvível", moderada e de encontro a todos os gostos, ou, pelo menos, sem motivos para preconceitos de estilos (quem consegue comparar a versão do Plasma de Karkov com o que a banda interpreta no palco?) que se pode ouvir em casa, no carro, com a namorada ou no Ipod. Ao vivo, a metamorfose só não é total porque eles são realmente "assim" mas o potencial de comunicação com o público eleva-se exponencialmente e colocam banda e fãs numa invulgar e pouco vista harmonia: dança-se, pula-se canta-se, atinge-se o Nirvana e comunica-se num silêncio barulhento que nos leva a um orgasmo melódico de sonoridades indescritíveis.
Os dados estavam lançados - Alea jacta est, diria Júlio César - e ambas as apostas, da banda e do público, já ganhas. E ainda a procissão ia no adro. E porque recordar é sempre bonito, não obstante o principal atractivo da noite serem os novos temas, Karkov, Valdjiu & Cª lá nos iam brindando com o que de melhor fizeram nos últimos anos, nomeadamente com os temas Are You Ready e I Believe (que cena surreal, ouvir/ver Karkov a dar as vozes em Japonês no meio do riff deste último) do álbum Namaste; e Blasted Empire e When The Sun Goes Down do penúltimo Avatara. E se os Queen têm o We Are The Champions, os Rolling Stones o Satisfaction, Carlos Santana o Black Magic Woman e o Oye Como Va e Michael Jackson o Thriller e o Bad, quem ouve o nome Blasted Mechanism associa mais automaticamente que o cão do Pavlov às pioneiras músicas The Atom Bride Theme e Karkov que, obviamente, não faltaram. Para certos fãs, nos quais me incluo, só faltaram mesmo os também já velhinhos Swinging With The Monkeys e Oh Landou para a noite ser mais perfeita que a Super Bock mas festa é festa e a cavalo dado não se olha o dente.
Misturadas nestas, mas não camufladas, as novas músicas foram aprovadas por unanimidade, principalmente URU, Battle Of Tribes e Total Rebellion, em que por breves instantes de delírio me pareceu ver Till Lindemann em palco a cantar algo como Links 2,3,4!. É muito giro ver a reacção do público num concerto destes. Quem assiste a este tipo de concertos são os fãs mais sérios e próximos das bandas, e se por um lado serão também os mais exigentes, por outro serão os que mais dispostos estarão a entrar na onda que os seus ídolos lhe reservam. Este não fugiu à regra e os fãs absorviam nos primeiros segundos de cada nova música o seu estilo, musicalidade, mensagem, como um crítico apreensivo (mas nunca quietos, será sempre impossível num concerto dos Blasted), para depois, na "segunda volta" curtirem já como se tivessem ouvido a faixa dezenas de vezes para no final de cada uma, invariavelmente, brindarem com uma mega ovação e salvas de palmas os seis cavaleiros do "apomúsicalipse". Para retribuir, um encore constituído por mais 3 ou 4 músicas com Battle Of Tribes a fechar com chave de ouro. Mas a derradeira surpresa foi o tirar das máscaras, os mutantes revelaram o seu verdadeiro rosto, conhecido só pelos verdadeiros fãs (como eu) e levaram ao céu os cerca de 3 mil pessoas presentes na Aula Magna!
Amanhã, a primeira coisa que irei fazer é cantar "I've got plans for today (ir levantar à Fnac o prometido CD de Light In Sound) and i'm planning going all the way" (chegar a casa e colocá-lo no PC para fazer o download de Sound In Light). Orienteiem-se e não se esqueçam: Unite your brothers, unite your tribes, unite yourselves, unite the sound, unite the childs, unite in one, unite in light... AVÉ!
quinta-feira, março 08, 2007
Televisão, mulher e esfoladelas!
Entretanto hoje, dia 8 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Acerca dos dias internacionais um dia hei-de expressar aqui a minha opinião, mas este em concreto, acho que é uma tremenda incoerência. É vê-las hoje todo o dia, com um sorriso nos lábios a cumprimentarem-se umas às outras e a relembrar aos homens que hoje é o dia delas, que os homens isto que as mulheres aquilo, depois juntam-se em jantaradas noite fora e vão beber uns copos e ver uns stips, aquelas coisas que elas detestam que os homens façam. Ora para quem pede a igualdade acho isto tudo uma estupidez. Haver o dia internacional da mulher é o mesmo que o dia internacional do da criança ou do idoso, com a diferença que estes dois merecem de facto um tratamento diferente e uma discriminação positiva, enquanto que por outro lado as mulheres pedem igualdade. Nem melhor nem pior, igual. Ora eu não tenho conhecimento de nenhum Dia Internacional do Homem, e não sendo machista não sou daqueles que dizem que os restantes 364 dias do ano são o Dia do Homem. Também não conheço o Dia Internacional dos Pretos ou dos Ciganos, o Dia Internacional dos Pobres ou dos Ricos, etc, etc... Na minha opinião, uma mulher não deve ser feminista da mesma maneira que um homem não deve ser machista, claro que todos temos a tendência de cair mais para o nosso lado, mas o lobbie feminista é um igual a tantos outros, mas este, se o é realmente um lobbie, desconheço os seus objectivos. Não se deve eliminar um preconceito fazendo discriminação positiva do que dantes se fazia discriminação negativa, elogiando o que se criticava só porque se criticava, pois passar-se-á a elogiar só por elogiar. A minha opinião sobre a mulher é a seguinte: as mulheres, como género de uma espécie, são de facto o sexo fraco, não que o homem seja o sexo forte, elas é que são o fraco. E não estou a dizer que as mulheres são fracas, estou a dizer que o seu género é mais fraco que o outro. E isto pelo facto de serem mais inteligentes. Por isso espero que não me chamem machista porque estou a falar contra mim. Os homens são mais burros que a mulher e governam o mundo. Ora elas acabam por ser mais burras, por deixar os mais burros que elas governarem o mundo. E não me venham com aquela conversa de que "de trás de cada grande homem há sempre uma grande mulher" porque isso são desculpas, uma espécie de vitória moral, e se fosse realmente verdade os homens diriam o mesmo mas ao contrário e tal não acontece. É como o velho ditado "Quem é mais louco? O louco, ou que vai atrás dele?". Para acabar, mas não para me desculpar do que quer que possa ter ferido susceptibilidades femininas, como homem devo dizer que não há nada em que os homens pensem mais que não as mulheres!
Hoje fui andar de bike ao fim de 7 meses de "abstinência". Alte está aí à porta e este ano quero ir preparado para o que der e vier. Por isso hoje dei uma voltinha pequena para conhecer um novo spot que afinal sempre ali esteve, mesmo por cima da minha velha praínha, a do Vau. No final, o saldo foi este: Rolar bastante como eu gosto, uns poucos de singletracks de técnica já exigente, muitas descidas a medo e algumas subidas a "esgravatar e a alevantar". No final, o costume, uma queda estúpida, como são todas as que eu dou, braço e pernas esfolados, as costas tipo acórdeão e o ego na sarjeta!AVÉ!
segunda-feira, março 05, 2007
100 - Um, Zero, Zero
1º Acontecimento: Aqui há uns dias, mais uma costumeira notícia sobre um atentado suicida à bomba em Bagdad, até aqui, infelizmente, nada de especial. Ao ouvir a notícia, porém, não pude de deixar de reter na memória a expressão utilizada pelo infeliz jornalista:
"(...) a explosão na Faculdade de Economia na Universidade de Bagdad matou 41 pessoas, sobretudo jovens estudantes. O terrorista fez-se explodir depois de ter conseguido entrar no complexo apesar dos esforços dos seguranças para o impedir."
Ora isto tem a sua piada, caso não fosse tão trágico. Pergunto eu, na minha ingénua ignorância, como se impede um bombista SUICIDA de fazer seja o que for?? Imagino, será que lhe apontaram uma Kalashnikov??? "ALTO! Ou disparamos!" ?????? Ou pura e simplesmente barra-se-lhe a entrada tipo porteiro da disco? "Desculpe mas o senhor não está apresentável, ou vai a casa deixar a bomba e veste uma burka ou então nada feito" Claro que deu merda e o gajo arrebentou com aquilo, com tanta faculdade de economia digna de bombar em Portugal, lamento ter-se perdido mais uma oportunidade. Como se pode coagir um tipo destes??? Ameaçamos chamar a polícia? Contamos aos pais dele? Nem sequer pode ser excomungado visto lá para onde ele vai estarem 70 virgens à espera dele para lhe fazer umas massagens e lerem-lhe histórias à cabeceira... enfim!
2º Acontecimento: Uns dias depois, oiço na rádio, de manhã, que um jogo do Campeonato do Mundo de Futebol da Igreja Católica, disputado exclusivamente por elementos do Clero, acabou com duas ou três expulsões, uma das quais por protestos com o árbitro! Ora numa altura em que a popularidade da instituição liderada pelo Vaticano está ainda mais funda que o próprio inferno, isto pode ser o golpe de misericórdia. Misericórdia essa que o árbitro não teve! Mas que ofensa terá proferido o herege jogador? "NÃO FOI FALTA QUE DIABO!"?, ou terá sido a dar a táctica aos colegas "VADE RECTUM VADE RECTUM"? Provavelmente, terá cometido o pior dos impropérios dirigindo-se ao árbitro nestes termos: "VAI PRÓ DIADO! DEVES SER FILHO DE MARIA MADALENA!" Mas e depois?? Qual terá sido a sanção do Conselho de Disciplina?? Rezar um terço? Ir em peregrinação a Fátima? Acender uma velinha a Nª. Sra. do Caravaggio? Vender Bíblias em Kabul? Não sei mas gostava de saber. Seja como for, perdi um bocadinho da esperança que este venha a ser um mundo melhor... enfim!
3º Acontecimento: Hoje no Telejornal ouvi mais uma à la Gabriel Alves. Mas a culpa até não terá sido dos jornalistas que, muito profissionalmente cumpriram com o que lhe fora pedido. Uma professora, que pediu o anonimato, contou que foi ameaçada com uma faca pela BISAVÓ de um seu aluno. Ufa! Ainda bem que esta senhora pediu o anonimato. É que com a quantidade de senhoras que têm bisnetos, essa senhora é bem capaz de pensar que até foi OUTRA BISAVÓ a passar-se dos carretos para com outra qualquer professora daquelas bandas. Sim, porque foi feita uma referência geográfica! Era, salvo erro, lá para as bandas de Penafiel ou Paços de Ferreira! Pôrra, bem sei que a educação em Portugal não anda propriamente de vento em popa, mas daí até haver um campo estatístico com a definição Bisavós que ameaçam/agridem professoras dos bisnetos com armas brancas ainda vai um grande passo não? Parece que estou a ver uma bisavózinha no seu lar, sentada na sua cadeira de balanço e a pensar, enquanto vê as notícias e faz tricot "Ah, ainda bem que esta disse bisneto, porque eu fui ao focinho foi daquela puta da professora de inglês da minha bisneta coitadinha, só porque ela chumbou por faltas! Ou será que a que comeu nos cornos foi a que deu negativa a Matemática ao meu bisneto Manelinho???? Ai este meu Alzheimer, se eu tivesse a certeza ia lá tirar-lhe as dúvidas era a ela, aquela vaca..." Bom, protegida pelo anonimato e pela falta de referências a características incriminatórias que possam denunciar quem prestou tal testemunho, resta desejar a esta professora que ela ensine melhor os seus alunos que o que protege a própria pele... enfim, AVE!
NOTA: Perante tal falta de adjectivação às situações expostas, não consegui dar um título a este post que lhes fosse relativo. Por isso, e por este ser um número redondo como a minha terra resolvi escrevê-lo como ouço os números no Bingo, mesmo que não haja lá o 100!
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Náuseas
Para além das já costumeiras pseudotraduções simultâneas que são de bradar aos céus, os ilustríssimos comentadores conseguiam meter a pata na poça sempre que tinham oportunidade para isso. E quando não tinham criavam-nas quais Da Vinci das bacoradas em directo!
O que me intriga em demasia, porém, é não perceber quem tem o poder para mandar estes senhores desempenhar (ou não) tais funções. E já agora saber quanto lhes pagam e como ganham eles a vidinha quando não há Óscares, nos restantes 51 Domingos do ano. É que eu ofereço-me para fazer um trabalho muito melhor e de borla. Nem preciso que me paguem, até porque não tenho a mesma habilidade para o inoportunismo verbal como têm aqueles profissionais. Os comentários em surdina como "Outro espanhol!" quando aparecia mais um nomeado do país vizinho, a boca trágico-tuga quando Celine Dion foi cantar na homenagem a Enio Morricone: "Bem podia ser a nossa Dulce Pontes" e o engasganço durante o discurso de agradecimento de Martin Scorcese vão ficar-me na memória por mais mil anos que viva. Estava a ver aquilo e estava a ficar envergonhado, com o coração pequenino e a tripa revolta. Apetecia-me berrar, atirar a televisão do oitavo andar cá para baixo e depois chorar! De repente, a minha interrogação de nunca termos tido um Óscar ganhou sentido. Não merecemos. Nem o Manoel de Oliveira merece gente desta a ver, comentar e criticar os seus filmes, quanto mais não seja por respeito à idade do senhor.
Não é fácil mas naquela noite fiquei envergonhado de ser português, e tenho que agradecer à TVI! Só me apetece dizer foda-se foda-se foda-se e rematar com um cocktail molotov ali para as bandas de Queluz. Ainda se queixam de terem sido comprados pelos espanhóis, mercadoria desta até eu pago aos espanhóis para ficarem com ela! Agora que desabafei já sinto o vómito a despoletar o regurgitanço final, vou ali já venho... AVÉ!
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
XARAAAAMMM!!!!

sexta-feira, janeiro 19, 2007
Porque de quando em vez me apetece perder uma bela oportunidade de estar quietinho e hoje fiz questão de...
A dormir ou encandeado
Com um brilho opaco, torrado...
Com uma luz escura como breu!
Até ao dia em que aconteceu
O que ainda pensei ser azar
Mas o temporário mal-estar
Afinal se revelou sorte,
E do mais fraco fez mais forte
E pude enfim respirar!
Mas eis que minha sinceridade
Teria que ter o seu revés:
Quase meti a cabeça p'los pés
Desabafando com leviandade
Coisas da minha privacidade!
Ameaçando veio então o sujeito
A quem o texto não dizia respeito
Tendo o desabafo levado a mal
Esquecendo-se que ser frontal
Foi coisa que não havia feito!
Durante os meses entretanto
Mais novas não tenho sabido
De quem (diz que) já fui querido
E que para meu pouco espanto
Me há chutado para canto!
Como fugir então ao rancor
De quem expressa tanto amor
A uma beleza rara e singela
Dona de personalidade fatela
Que a muitos já causou dor???
E para acabar a obra a rimar
Com estes versos de paciência
Só lembrar a infeliz coincidência
Da data que me faz lembrar
Do que me devo sempre envergonhar:
Quiçá ter-me fiado em demasia
Em quem, segundo se ouvia
Por muitos tinha já repartido
O que a só um havia prometido...
Infinitas noites de fantasia.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Agora por referendo
Indeciso entre adquirir um mega-hiper-giga-computa daqueles que já vêm com câmaras por todo o lado e que lêem as impressões digitais à filme do Bond e até tiram cafés via fax e/ou mail OU ir à Sardenha fazer um curso da tanga relacionado com uns bichos chamados Tursiops truncatus, os quais eu aturo todos os dias com os seus guinchos histéricos e os seus falsos focinhos sempre sorridentes; curso esse que mais não será que uma desculpa para dizer vou ali já venho durante as férias e andar de avião pela primeira vez desde o 11 de Setembro... resolvo perguntar à minha fiel legião de leitores a sua opinião. De recordar que estou sem internet em casa há quase 6 meses e que agora nem sequer tenho as salas da FE para chular. Ou seja, estou a ressacar de bytes, numa altura em que vivo sozinho numa cidade onde não conheço ninguém. E não me venham com a conversa da viagem ser uma oportunidade única porque não é: há cursos destes todos os anos de Janeiro a Outubro. Vá a ver, participem no primeiro referendo do IMPERIVM e ajudem-me a acabar com esta dor de cabeça. É só deixar um comment! AVÉ!
quarta-feira, dezembro 20, 2006
E vão 23!!!
Pois parece que sim. Segunda-feira lá festejei o meu vigésimo terceiro aniversário, e desta vez de maneira diferente das outras 22: a trabalhar. Nada de anormal claro, não fosse ter passado o dia a ser vítima das judiarias do pessoal. Às 10 da manhã já estava dentro de água "quentinha" a segurar uma comporta para os bichos não fugirem enquanto os restantes trabalhavam os guinchos para se poder dar convenientemente o antibiótico à bébé! Depois o costume: mexer em peixe bem cheiroso todo o dia e levar banhos de água que o pessoal me dava à má fila e que eu, no meio da minha ingenuidade disfarçada, lá aceitava com fair play, como se tivesse outro remédio, diga-se! O resto do dia foi bem mais calmo que nos outros aniversários, especialmente que o do ano passado. A jantarada com parte da famelga foi realizada como é da praxe e desta feita a surpresa foram o Casimiro, o Mário e a Angela que mais uma vez fizeram questão de marcar presença, o que muito agradeci visto ser a melhor prenda a companhia dos amigos nestes dias "especiais". No capítulo dos presentes mais uma vez quem me conhece acertou em cheio, o Volkerball dos Rammstein e A Fórmula de Deus do José Rodrigues dos Santos são mesmo daquelas coisas que mesmo sem conhecer sei que vou gostar. Isso e todo o amor, carinho e amizade que a minha mãe, o meu mano e os meus amigos me dão são mais que suficientes para me considerar uma pessoa feliz. Só para terminar, não pude deixar de ter ficado agradavelmente surpreendido com as lembranças de pessoas que não fazia a menor das idéias que sabiam qual o dia do meu aniversário. Mais uma vez o meu obrigado a todos, e espero que possam festejar os vossos aniversários de maneira tão simples e reconfortante quanto eu festejei o meu. AVÉ!
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segunda-feira, dezembro 11, 2006
Que vá para o Inferno!
Na sequência, as únicas reacções oficiais até ao momento: a do governo britânico e a do gabinete da ex-primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher. Os primeiros focavam o desenvolvimento do Chile pós-Pinochet, a partir de 1990, 16 anos de razoável normalidade em democracia, comentário demagogo e correcto politicamente portanto. Os segundos demonstravam grande desgosto e profundo pesar pela morte do ditador da parte da sua grande aliada na Europa. Digo ditador porque ditador é ditador mesmo quando deixa de o ser, mesmo depois de morto.
Tudo isto para dizer que tenho grande respeito pelo povo britânico e que hoje perdi muito dele. Uma coisa é respeito, outra é simpatia. Respeito porque sim, simpatia porque são burros, arrogantes, presunçosos e mesquinhos. Resumindo, inseguros. Ou não passassem o tempo a reclamar créditos dos méritos alheios. Ora e quem faz isso não é porque não sabe História, é simplesmente porque tem um Ego desmedido e por isso o Mourinho se dá tão bem na terra deles. Respeito-os como respeito qualquer ser que considere inferior, com respeito, pronto. Gosto do James Bond, do chocolate Cadbury, do Shakespeare e dos adeptos da selecção que, é justo dizê-lo perde sempre com a nossa! Mas neste momento estou aqui a trincar uns quadrados de Cadbury e não me estão a saber tão bem como é costume...
Actualmente convivo com pessoas de cerca de 20 nacionalidades no meu trabalho. Do Brasil à Austrália, da África do Sul à Noruega, passando por Cuba, Angola e Ucrânia practicamente todos os povos estão representados naquela empresa. Os patrões são dois senhores Argentinos. Curioso, relacionando com Chilenos e Ingleses são vizinhos dos primeiros e têm um pó que valha-lhes Deus (ou a sua mão do Maradona) aos segundos. No entanto, grande parte da sobrevivência da empresa e público alvo do nosso trabalho são turistas britânicos!
Portanto os beefs pagam aos Argentinos para nos pagarem a nós! Nada contra...
Afinal também eu lamento a morte do Pinochet. Não porque tenha alguma costela ou relacionamento especial com a malta da Union Jack, simplesmente lamento que só tenha ocorrido com umas décadas de atraso...
quinta-feira, novembro 09, 2006
Engarrafamento sináptico...
Recuso-me terminantemente a escrever por obrigatoriedade! Este blog performa serviço público, como tal não se sujeitará nunca à ditadura das audiências! Tenho disponibilidade mas falta de condições, assuntos em demasia mas pouco tempo, excesso de pendentes mas prazos esgotados. Agora façam de conta que ouvem aquela musiquinha fatela que eu só consigo associar a um antigo anúncio da rádio à Sapataria Charles e esperem sff...Todas e quaisquer reclamações deverão seguir os trâmites normais (mail, sms, toque, bitoque ou tritoque, postal CTT ou pombo correio) para que eu possa dar a resposta conveniente: mandar à merda! AVÉ!
quarta-feira, outubro 25, 2006
Mudar de vida em 15 dias!
O dia não tinha corrido da melhor maneira, uma conversa complicada, estado de espírito perto do miserável. Em poucas alturas da minha vida me senti tão apreensivo em relação ao meu futuro como naquela noite. Mais do que nunca precisava de variar (e como essa palavra se tornaria tão importante daí em diante), de mudar qualquer coisa na minha vida, virar noutra direcção, mesmo que aquela em que segui até esse momento parecesse, e sublinho o parecesse, a mais correcta. A oportunidade surgiu em frente do meu nariz, literalmente. Ao olhar para o papel pensei «se calhar até sou capaz de mudar de opinião», e hoje concluo que poucas coisas nos ensinam tanto como a capacidade que temos de, quando for necessário, darmos o braço a torcer e mudarmos de opinião. «Então,» pensei eu, «vamos a isto, desta semana não passa!»
Por acaso passou por causa de um problema do foro "informático"...
Sexta-feira, 25 de Agosto 2006:
Identificado o tal problema, primeiro contacto com o que seria (e é) o meu futuro imediato. Recepção, blábláblá, Recursos Humanos, blábláblá, obrigado bom dia. Recursos Humanos blábláblá, blábláblá, problema e tal, surge a palavra Universidade. Expressão de admiração, olhar apreensivo, pausa... "Qual é o curso?"; sorriso interior, pausa... "Biologia Marinha e Pescas!", pausa... "Se calhar blábláblá dar-te já uma palavrinha, espera um pouco sff" pausa, sorriso interior ainda maior, regresso "Afinal não, o mais depressa possível blábláblá"; segunda de manhãzinha cedo!
Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006:
Manhãzinha cedo, mesmo sítio, como é como não é, é preciso o papel, qual papel?? Tá tudo? Falta mais este... OK, é pra já! Tudo preenchidinho, 99,9% de honestidade e muito obrigado. Começa a ansiedade! Ah e tal e se não der e coiso dizem-me? Claro, uma cartinha pra casa. Ainda bem que não estou na minha casa...
Terça-feira, 29 Agosto de 2006: Manhã a passear de barco, caça submarina, resultado: perdi o arpão, lindo!!! Pescaria, um enormíssimo nada! Chega frustada à praia, notícia de choque. Telefonema imediato, ah pois e tal ligámos sim senhor, como é e como não é, é assim assim e assim mas e coiso, OK, amanhã quer cá vir falar connosco? Pfff, atão não hei-de querer???? Parte dois da pescaria, uma magnífica cavala à entrada da barra, uau!, tamos cheios de sorte, mas eu já tinha ganho o dia...
Quarta-feira, 30 Agosto de 2006: Mesmo sítio, terceira vez, começa a torna-se familiar. Cumprimento formal, pose descontraída, voz normal, boa, não esperava outra coisa. Boa primeira impressão, sorriso simpático, mas só simpático, não caloroso, perguntas pertinentes, respostas ouvidas atentamente, outra pergunta na recarga, mais uma resposta não estudada, como deve ser pois claro. Primeiro susto, carroça à frente dos bois, pensava que deste lado é que se fazia isso: ah e tal valores, do resto da frase só percebi €€€€€€€€€€€€! Estranhei, primeira dúvida, quem está a seduzir quem? Primeira arritmia, prontamenta calma, estávamos perto do fim. Testes amanhã? Mas concerteza!!!!
Quinta-feira, 31 Agosto de 2006: Mesmo sítio, quarta vez, primeiro momento de apreensão, adversários a jogar em casa. Não interessa, a esperança é a última a morrer. Ambiente não estranho mas deslocado, muito cedo, demasiado profissional, excessivamente desconhecido. Numa palavra: absolutamente irresistível! Faz isto, faz aquilo, faz o outro. Agora troca, vira, destroca, inglês, castelhano... «foda-se e o pino a recitar os Lusíadas em mandarim, não querem???» Ainda faltava a melhor parte, um maciço preto, peludo, duzentos kilos e uns dentinhos que são um amor, toca de pôr a mão dentro dessa boquinha bem cheirosa. A confiança não era muita nem pouca, antes pelo contrário!!! Dois terços já estão, espera... espera... espera... desespera... desespera... pensamento positivo, o melhor é no fim, espera... desespera... prova de fogo, três juízes, o bom, o mau e o vilão. O mau, ao meio, conduzia, a mesma pergunta de vinte maneiras diferentes, basicamente porquê? Caramba, não é óbvio??? PORQUE SIM??? Não esperava que esta fosse a parte mais complicada! A mesma pergunta com nuances, "mas"; "e se"; pôrra, ainda não? Apetece-me, como nós dizíamos no Grupo, vale mais o querer que o poder. O vilão metia-se, que azedice, parecia que lhe devia dinheiro, mas afinal quem é que paga a quem??? O bom aliviava, primeira impressão bestial, pessoa cinco estrelas pensei eu, bom humor com conversa séria, não resisti, apaixonei-me e já não queria outra coisa. Regresso à realidade, o mau recomeça, mais uma interrupção do vilão, remate do bom e final com o mau, sim sim, claro, concerteza, óbvio, pois, e tal... finito! Rés-do-chão, despedida, pensamento constante «demora muito tempo?» caramba, parecia um puto que sabe quando vai levar uma injecção, tem medo mas quer que venha o mais depressa possível. Ah não, dois ou três dias. Faço as contas para terça-feira para não me desiludir...
Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006: Praia a manhã toda, praia de tarde. Quatro e tal da tarde, caminho do carro de toalha e mochila às costas, toca o telefone. Ai! Só pode, não tou à espera de nenhum telefonema. Conversa tão simples quanto eficaz, resposta a gaguejar, ahhhh, pois, sim, hummmm..., ah!, claro, 'tá bem, desliga. Dar a novidade à mãe, escrever uma sms ao mano no caminho para casa, tremiam-me os dedos, por que seria?
Terça-feira, 5 de Setembro: acidente à saída da ponte, lindo! Vinte minutos de atraso no primeiro dia, nada mal, começamos bem! Boas vindas, sorrisos calorosos em vez do afável/profissional, conversa, idéias chave, comportamento, etc... Passear a manhã toda, conhecer os cantos à casa, mandar sms's ao pessoal e deliciar-me com as respostas, almoçar. Depois de almoço o rendez vous. Apresentações (in)formais, tratar toda a gente por tu salvo uma ou outra excepção, é complicado mas vai-se fazendo. Tarde a lavar baldes, já equipado a rigor dar de caras com a chefe (o "bom") «ainda cá tás? já devias ter ido pra casa, o primeiro dia é no relax...»; agora é que avisam! Conversa marcada para amanhã de manhã. Hora de saída, entrar no carro ligar o rádio, que oportuno, regressar a casa ao som de "Este é o primeiro dia do resto da tua vida..."
Será?
quarta-feira, outubro 18, 2006
1º ANIVERSÁRIO!!!
O primeiro post foi uma espécie de apresentação+agradecimentos, mistura esquisita que explico no dito. Logo aí um dilema me assolava, mas preferi pecar pela ausência de referência a um nome para depois não me arrepender. Decidi bem. Talvez porque já tivesse, consciente ou não, a esperançazinha de que esta janela iria ser uma parte muito importante da minha vida, uma coisa que se iria tornar muito querida. Como tal não houve cá agradecimentos para alguém que, na altura, até o mereceria, pois que muito me incentivou a escrever. O que é certo é que mantive desde o início o IMPERIVM despoluído de inspirações tóxicas.
Ao longo de um ano aprendi muito com esta coisa da blogosfera. Esta cena dos blogs é uma espécie de website versão light, é o aloe vera da internet. Sem trabalho nenhum temos a nossa página, pronto! Umas mais à base de letras do que outras, à base de bonecada e efeitos especiais à George Lucas mas enfim, para mim basta-me isto.
Uma das coisas de que me orgulho é o facto de sem saber como (apenas com a pub que faço no Messenger) o IMPERIVM ter chegado a pessoas de quem não estava à espera vir a saber que liam o meu blog. Desde aqueles colegas com quem não nos damos assim tão bem e que nos vêem no supermercado e nos dizem do nada: "Olha tive a ler o teu blog e gostei muito, tens muito jeito e blábláblá..."; passando pelo meu irmão, que lê mas comenta pessoalmente, e por leitores lá do Brásiú, até ao Lauro, o único preto que eu saiba que lê o meu blog! OK, pronto, esta foi racista mas não resisti... Malta que tá no trabalho, como a Sociate, outros bloguistas como a Catarina, mas sem dúvida que o maior elogio que me fizeram foi "Só vou à net para ver os mails e ler o teu blog!"; atentem que o "ler" tá acerca do IMPERIVM porque os mails ficam vistos num ai.
Ultimamente não tenho escrito muito e já tive reclamações mas tempos de bonança estão para vir em breve. Sem internet em casa e sem Universidade para chular bytes torna-se complicado. Lá para o Natal de 2019 espero já ter net aqui no meu chalet de quatro frentes na praia.
Até lá, agradeço mais uma vez a todos quantos ao longo do último ano leram e continuam a ler o IMPERIVM, sem excepção, até àqueles que lêem porque não gostam de mim e aos comentadores anónimos.
Ainda não é desta que publico um post que escrevi em Setembro mas que não quis publicar logo, no entretanto posso adiantar (esta expressão devia ser exclusiva dos médicos dos clubes quando falam de jogadores lesionados) que o IMPERIVM vai mudar de cara e que o texto introdutório também vai ser alterado, depois de 891 acusações de ter um Ego maior que o Mourinho, facto que quando lhe chegou aos ouvidos o fez colocar-me uma providência cautelar que me proíbe de dizer as palavras "Special" e "One"... até lá, façam o amor (usando o preservativo a menos que estejam informados acerca do historial clínico dos vossos parceiros(as)), protejam as baleias, apoiem LFV e Fernando Santos no Benfica e não desenhem nem escrevam nada sobre tudo o que tenha a ver com o Islão! AVÉ!
terça-feira, outubro 03, 2006
OLHOS NO CHÃO BESTA!
Como praxante, e sem falsas modéstias, gostaria de conhecer alguém ao meu nível e de mais uns poucos do meu ano e do meu curso. O divertimento que proporcionámos às bestunças e ao resto do pessoal que assistia às nossas parvoíces foi garantido e com factura, no caso do ano de 2003 foi um jantar de borla, uma versão da Chuva Dissolvente sobre BMP e uma rosa para as meninas, e uma faixa que diz «ORGULHOSAMENTE VOSSOS CALOIROS» assinada pelas nossas ex-bestunças. Nem nós tivémos um gesto tão bonito para os nossos Académicos!!! De ciência, a praxe tem muito, mas com um sentido de humor desmesurado, uns parafusos a menos na caxola e, por vezes, uma meia dúzia de mines na goela, juntamente com espírito de aventura e vontade de conhecer pessoas não se sofre quase nada. O certo é que os sorrisos foram mais que muitos e as recordações também, algumas serviram/servem/servirão como inspiração para os anos posteriores. É a beleza da praxe de BMP. Não sei se este ano houve a mítica tarde do Car Wash, mas asseguraram-me que o Haka ia ser feito na guerra do lodo. Ai que figurinhas...
Hoje foi o desfile e o almoço de cotas. Este almoço é digníssimo. Pelas mais diversas razões é certo, mas a que mais me marcou foi o facto de estarmos todos estragados e ao sair do restaurante o primeiro reflexo é o de pôr os óculos escuros! Uma sensação deveras estranha, devo admitir...
De resto, resta-me (e agora?plionasmo ou aliteração?e plionasmo é com "i" ou com "e"?esta é a parte "Bom Português" do IMPERIVM, serviço público by Roma) desejar boa sorte e felicidades à caloirada da UAlg, principalmente aos de Biologia Marinha, e aos renegados de Biologia! Os outros podem curtir e tal mas nunca terão o privilégio de pertencer a esta nossa troika!
A gente vê-se amanhã nos copos... AVÉ!